sábado, 29 de novembro de 2008

Yo soy Rebelde

E estava eu feliz e contente no meio de um puta-mega-blaster-colossal engarrafamento no Universo Paralelo da Barra da Tijuca, quando vejo ao meu lado um táxi cheio de adolescentes/jovens sem vida sexual ativa aos berros, pulando pela janela, chorando, se descabelando, fazendo declarações de amor para 3 vans. E eu só pensei "que porra é essa?". Como estou num momento de vacas estiópicas, não podia ligar o ar, então estava com a janela aberta (e acho que, inconscientemente louca de vontade que aparecesse um trombadinha para que eu descontasse minha fúria latente espancando o mesmo...).

Enfim, depois de um tempo de ficar ao lado de uma das vans descobri que se tratava realmente do fênomeno incomparável das Chiquititas misturadas com Carrossel em fase adulta: o RBD. E eu só pensava "esse grupo não terminou?". Bem, como eu conto com informação privilegiada - adolescentes viciados nesses seres - liguei para uma aluna minha. Pra quê... além da gritaria das 20 adolescentes dentro do táxi, eu tinha a gritaria da minha aluna no celular (e eu estava com o fone, sabe? Aquele da Sonny Ericcson que vc enfia no ouvido e fica colado no tímpano...)


Do nada uma janela se abre na van e eu estava lá, toda empolgada cantando "Fuego de Noche, Nieve de Día" do Ricky Martin quando um cara acena pra mim e começa a sorrir. Acho que falou pra dentro da Van que tinha uma velha maluca cantando as músicas do RBD ou algo assim... Bem, eu não ia tentar explicar que alowww... Eu sou do tempo dos Menudos e não acho a menor graça em um grupo que não troca de roupa, onde há uma anorexa convicta e os carinhas usam umas tatuagens estranhas...


Seria muita informação para gritar no meio de um engarrafamento. Como a minha falta de combustível era algo realmente estava me preocupando, eu tive que deixar pra lá meu lado groupie das groupies - função divertidíssima, ainda mais considerando a fortuna que elas devem ter pago no táxi - e dirigir como gente: sair pelo acostamento, meter a mão na buzina e me livrar dos retardatários...

Mas essa cena fez com que eu me desse conta de uma coisa: eu nunca tive paixonites por nenhum grupo ou algo do gênero. Eu fingir ter. De verdade. Acho que para fazer parte de um grupo, ter sobre o que falar, ai, sei lá. Nunca me entendi muito bem até os 20 anos. E quando olho pra trás, continuou sem compreender muito bem porquê fazia certas coisas. Sabe aquele filme "De repente 30"? Então. Eu acho que queria fazer o inverso: querer ter 13 anos de novo pra mudar certos comportamentos, certas manias... Dizer que não, eu não preciso disso e que o legal é realmente fazer as coisas que me agradavam. Pois é. Acho que fiquei até meio deprimida depois dessas observações...

Kctinho... Depois de velha fiquei emotiva. Imagina quando chegar aos 40. Vai ser terrível, terrível..

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