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sábado, 7 de abril de 2012

Ah, essa Internet...

Daí que eu sou alguém bem virtual. Porque né, sou alguém que tem muita coisa pra falar e nem todo mundo vai me entender verdadeiramente. Então, eu diluo as informações por diversas partes. Tá, ok, as pessoas continuam sem me entender mas em menor escala e no mundo virtual ninguém é verdadeiramente o que é no mundo real (ou seria o inverso? Ou seria o oposto? Enfim...)

E eu gosto de observar as pessoas. Observo muito. Sim, no final é só pra falar mal, mas isso é um mero detalhe. Porque eu sei que tenho essa mania de sempre procurar o defeito de tudo. Não, não é só com os outros. Faço isso comigo também. 

Mas uma coisa que me assusta é como tem gente que faz de tudo para ser o que não é no mundo virtual. Sério. Porque é gente que eu conheço ou que já convivi no mundo real e sei que nem de longe é o que quer passar. Do tipo, gente que não sabe escrever ou falar com coesão e coerência pagando de filósofo na rede. Porque, né, na internet é só copiar as palavras de outrem e usá-las como próprias... 

E também tem aquele público do "sou dou bem, não faço mal a ninguém" e posta mensagens de amor e compaixão quando, na verdade, tá é furando o olho do colega de trabalho, puxando o tapete de parente e dando pequenos golpes em lojas para se dar bem. E, porra, na internet manda corrente para que se doe R$0,10 para ajudar na cura do câncer de alguma criança criada virtualmente.

Ah, e os cristãos... Ah, esse é um grupo bem interessante... Várias mensagens de agradecimento a DEUS... Várias mensagens vangloriando o seu amor a DEUS.... Várias vezes repetindo o quanto louva ao Senhor.... Gente, pra esse grupo eu só tenho uma coisa a dizer: DEUS NÃO TEM FACEBOOK! Não adianta ficar lá, mandando mensagens para Ele! Ele não vai ler!

Fale com o seu coração e ponto final.

Sei lá, acabo colocando no mesmo saco essas pessoas e aquelas que colocam passagens bíblicas em panfletos de comércio ou em placas na frente de loja. Me digam, qual é o intuito? Porque quando vejo tais placas e tais panfletos, só consigo ver Jesus no templo, com um chicote, expulsando todos os comerciantes. Porque é isso, né, você está usando a Palavra Divina no comércio.

E quem faz isso virtualmente não deixa de estar vendendo a sua própria imagem, de pessoa justa, que tem Deus acima de tudo. Mas que talvez não se importe de furar o olho do outro se for vantajoso para a sua própria vida santificada, né não?






SÓ UM ADENDO: Eu não tenho nada contra quem coloca versículos bíblicos no seu FB ou afins. Acho bem interessante alguns. Eu só acho ABSURDO que se faça isso para passar a imagem de pessoa correta e para agradecer a DEUS a graça alcançada. Me poupem, me poupem...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Daquelas coisas...

Não, não é post inspirado.
Nem é um post que tenha um objetivo claro. 
É só que... eu preciso escrever. Daqueles dias onde se tem milhões de coisas para organizar (e acho que organizar é muito pior do que fazer, de fato) e a eu não quero (não vou dizer "a gente" porque sou eu mesma, sem tirar nem por).

Comecei o ano longe. Longe de tudo. Longe do que tenho, do que me cerca, do que amo, do que me irrita.

Mas comecei perto de mim.
E vi que certas coisas independem dos demais, do que me cerca, do que amo e do que me irrita. São, essencialmente, eu. E que é aí que mora o perigo.

Aprendi a não por a culpa nos demais. Daí o negócio ficou sério, porque o meu egocentrismo aflorou ainda mais e eu comecei a achar que tudo acontecia a partir das minhas escolhas, meus caminhos, minhas respostas. Fui de um extremo ao outro. Porque há aquelas pessoas que sempre procuram terceiros para por a culpa de tudo que lhes acontece. Nunca assumem que são as suas escolhas, seus caminhos e suas respostas que fazem o seu caminho. Isso é triste, muito triste. Porque são essas pessoas que vão sentar na sarjeta e chorar, dizendo que o mundo sempre está contra elas. Isso é triste e pessoas assim me irritam muito.

Daí para que eu não me transformasse numa dessas, parei de lamuriar a minha sorte. Tá, no auge da TPM eu ainda sou a maior sofredora do mundo e o Universo conspira contra mim, mas aí já era pedir demais, né não? 

Enfim.
Eu fui ao extremo. O que também é ruim. Porque eu entrei na paranóia de achar que se eu pensasse mal de alguém o mal viria contra mim. Que se eu fizesse uma cosita de nada erradinha, a Lei do Retorno viraria tudo contra a mim e que meu fim seria a de vilãs das novela das 8h (quando o mundo ainda punia os malvados, né...)

E isso também não dá. Porque eu não tenho alma de monge e achar que tudo de errado dá errado e vida que segue. Então, imagina o ódio que começaria a desenvolver contra a minha pessoa se realmente achasse que tudo depende de mim.

E daí estou a cata de um equilíbrio. Se é que isso é possível. 

Faço o que acho que tenho que fazer. Se consegui, tudo bem. Se não, amém!

Viver um dia de cada vez, essa é a meta.
Isso é fácil.

O difícil é deixar de lado o meu "ah, deixa pra depois" que sempre está presente. Porque eu sempre quero deixar pra depois. Sempre acho que depois vou ter tempo.Sempre quero acreditar que meu dia amanhã vai ter 48 horas e que se eu dormir as 24 horas do dia de hoje vai estar tudo bem.

Eu não faço análise porque não adianta que os outros me digam o que tenho que fazer. E acho que é perda de dinheiro ir lá pra falar tudo o que eu penso se eu já sei as merdas que faço e o que tenho que fazer efetivamente. 

Tenho umas 5 pessoas morando dentro de mim (acho que fizeram um livro sobre isso). Não, não é nada demais, mas é para que você entenda, Zuzu, que eu sei as merdas que faço. Umas das 5 dentro de mim vai apontar a erro e qualquer uma das outras vai dar um puta esporro. Eu sei disso. A prática, a prática é que é o problema.

E é essa prática que deverá ser trabalhada a partir desse ano. Esse amadurecimento que tem vindo aos poucos e que eu tenho que vivenciar.

Pois é.
Tempos difíceis me aguardam.

Esperemos. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mini-Fazenda

Se lembra daquele lugar de nome estranho, onde todo mundo queria entrar mas onde só se entrava com convite?

Todo mundo adorava acompanhar a vida alheia, fazer intrigas e fingir que era popular. E nem me venha dizer que você não era assim, Cara Pálida, porque eu te conheço de outros carnavais!

Então, aquele era o Fabuloso Mundo Encantado do Orkut. 

E daí começaram aqueles joguinhos, lembra? O primeiro foi não sei o quê Fazenda. Não era a Mini não, era outra.

Daí que eu tinha, né. 
Todo mundo tinha  e eu tinha também.
Tive a Fazenda e depois o Café.

Ai, que inveja da época que eu tinha tempo pra isso...

Mas vamos deixar bem claro que eu sou uma pessoa estranha e que, sim, eu sei disso. E gosto dessa minha característica, reconheço. Ser o que os outros esperam e acham que conhecem nunca fez parte do meu repertório (mesmo que tenha gente que acha que me conhece muitoooo bem... Desculpe-me, meu caro, mas vou muito além da sua mediocridade e não é porque você fica lendo parte da minha história vai saber de todo o meu enredo...)

O caso é que... Eu cansei.  Simplesmente um dia eu cansei e larguei mão daquilo tudo. Consorte não entendeu nada, mas ele já aprendeu que certas coisas não se entendem, simplesmente se aceitam.

Mas sabe, aquela porra é viciante. Achava que era coisa de criança e que ninguém mais jogava aquele trem... Até que a minha sogra pediu que eu a explicasse. Cara, a única coisa que eu sabia daquilo era colher as frutinhas e plantar as plantinhas e pra mim estava muito bom, obrigada! 

Foi isso que eu expliquei. E ela começou a jogar com isso em mente... E por volta de um mês depois de abrir a sua fazendinha, veio depois me contar que se precisava de vizinhos, e que tem que fazer não sei o quê, ajudar não sei onde... E eu tava lá, com a minha fazenda morrendo, um cachorro que acho que morreu de fome e umas alfaces murchas... E ela viciada, viciadíssima, sem saber o que fazer para ter mais coisas na fazenda... 

E eu, como boa nora, dei a minha fazenda para ela. E agora, quando entro no meu orkut, descubro que tenho um latifúndio! Sério. Porque além dela, minha cunhada joga também. E agora eu tenho até um cavalo. Fala sério! Quem é que colhe alfaces em cima de um cavalo? Eu, ao que tudo indica. Ah, sim. E tenho vááááários amigos que... não tenho a menor ideia de quem são ou de onde saíram! Eu liberei, claro, que ela poderia ter mais amigos pra ter vizinhos e pra conseguir mais coisas (não me perguntem a relação, por favor).

Pois um dia desses ela veio me dar uma aula - isso, uma A.U.L.A - de como se faz e para que serve cada coisa na fazenda. Eu tenho até máquinas que fazem tortas ou algo assim.

E eu com essa cara O.o, fingindo que entendo tudo, quando, na verdade, eu só quero é dormir mesmo.

E fiquei analisando a minha vida e me dei conta disso: gosto muito de alguma coisa, gosto mesmo. E daí fico com aquela coisa na mira direto. Como quando a gente gosta de uma música, sabe?  A gente escuta, escuta e escuta até que ... enjoa. 

Então.
Tudo na minha vida é mais ou menos assim. Vou ao ápice e, de repente, enjoo. Deixo de lado, deleto, canso. 

Sei lá, acho que me falta... paixão. Aquela coisa que as pessoas dizem que move a vida delas. Eu não sei muito bem o que é que move a minha vida. Eu, simplesmente, vou. 

Não tenho paixões. Ao que tudo indica o que costumo ter são obsessões. E, de repente, eu me curo delas. Ou me canso delas. Resumindo, Eu... sigo. Entendeu? 

Por vezes revisito.
Releio.
Vejo mais uma vez.
Só para me perguntar: "caramba, como posso ter me dedicado tanto a I.S.S.O? 

Não sei se sou perfeccionista.
Não sei se sou incansável.
Não sei se quero sempre mais que antes.

Só sei que ainda há algo que não se encaixa aqui, ainda há algo que me diz que falta, ainda falta, ainda não está completo, ainda tenho que fazer algo que não fiz, ver algo que não vi. E esse sentimento, que tem gente que deve achar que é a mola propulsora de tudo, é que me atormenta. Porque eu nunca estou a contento. 

E essa falta de contentamento faz com que nada me seja suficiente, que nada me faça pensar "agora tô OK". 

A sensação que tenho é que a minha vida sempre vai começar depois da próxima curva, depois da próxima revelação, quem sabe, no próximo ano.

E eu sempre quero o que vem depois, o próximo, o que ainda não alcanço, o que, talvez, nunca possa ter.

E, sei lá, acho que tudo me seria muito mais fácil se me contentasse com jogar a Mini-Fazenda no final das minhas noites e vivesse na mediocridade que tem gente que chama de felicidade.
















Daí que eu cansei do Orkut.
E agora tô no FB.
Como todo mundo, né, porque aquilo lá abrasileirou... 
Tenho mais de 600 amigos no FB.
Como uma pessoa tão antissocial pode ter tantos amigos, hein?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sem penas

Quando decidi virar adulta e ter meu próprio dinheiro, não foi um momento fácil. Porque essas transições nunca são fáceis. Havia muitas barreiras para superar, muitas pessoas para enfrentar, muitas certezas das quais duvidar. 

Eu não era madura, eu não era safa, eu não sabia o que queria - e, pior dos piores, eu não sabia o que não queria.

Fase atribulada, com altos e baixos em diversos fatores... E chegou o momento que foi pro fundo do poço. Mas eu, sem entender muito bem o que acontecia, como acontecia e o que deveria fazer, me calei. Como sempre faço com as coisas que verdadeiramente me incomodam. Eu calo. Eu guardo. Ninguém percebe.

Daí que eu estava num relacionamento tapa-buraco: meu primeiro namoro havia terminado de forma abrupta, eu não estava muito acostumada a ficar sozinha - e nem o queria, é bem verdade - e encontrei alguém que me pareceu relativamente legal. Então, por que não?

O caso é que eu tenho uma tendência absurda ao comodismo e o que era pra ser um passatempo se instaurou. E, de repente, eu estava presa a uma vida que não queria - seja afetivamente, seja profissionalmente.

E tudo, tudo parecia sem saída, sem rumo.
E foi aí que eu lembrei de um aprendizado valiosíssimo que uma professora de inglês me deu:

A solução do problema está sempre no problema.

Claro, eu lembrei, mas não coloquei em prática. Não era a época. Não era o que eu queria. O meu mundo na redoma, aquela coisa de sempre colocar a culpa em terceiros e fingir que não era comigo, estava absurdamente perfeito. E façamos o papel da vítima do sistema que assim se caminha muito bem.

Só que chega uma hora que a gente tem que crescer. Crescer mesmo, sem inventar historinhas, sem dizer que são os outros que são os culpados.

Então, foi o que fiz. Sem me dar conta, essa é a verdade - porque tudo o que é milimetricamente pensado e calculado é fadado ao fracasso. Há que se ter um quê de não-conhecimento, de aventura, de deixa estar. Não, eu não tenho paciência para tudo isso. Mas foi assim que aconteceu - porque eu não me dei conta. Viu como o destino pode ser muito proveitoso?

Se eu caí durante a travessia, de volta àquele poço? 
Sim, caí. 
Caí quando achei que o relacionamento tapa-buraco era a minha salvação e deixou de sê-lo. Porque a comodidade conhecida, por pior que seja, nos é muito mais bem-vinda do que o desconhecido e a solidão que eu jurava que não aguentaria. Aguentei. E nem foi tão solitária assim, visto que eu sempre me fui uma ótima companhia. Mas foram muito momentos de catarse, de deixa estar, de deixa acalmar, que nem todo mundo entende. Não foi maturidade, assumo. Foi um certo desespero de uma parte minha que envergonha (e muito) outra parte. Porque, deusdoceu, eu sabia que não o mais queria, não queria aquele relacionamento, tantas coisas me irritavam, tantas coisas não me agradavam... Então, para que me sujeitar a aquilo? E daí eu me dei conta e liguei o ... foda-se. Não, não fácil assim não. Mas deixemos no momento como tendo sido.

Caí quando tinha certeza absoluta que estava tudo certo, tudo caminhando perfeitamente bem e me puxaram o tapete. Porque a gente, quando acha que já é adulta, se esquece que os erros não são facilmente perdoados mas sim arquivados. Tudo fica ali e, de repente, alguém pode te dar xeque-mate. E foi isso que aconteceu.

E caí de novo quando o tapete me foi arrancado, mais uma vez. Mas daí eu já sabia que as coisas não estavam lá muito bem e que isso iria acontecer mesmo. Mas o aprendizado dessa vez foi ver que as pessoas são falsas, mesquinhas e cruéis. Aprendi a não confiar em qualquer um só porque me mostra os dentes num sorriso que parece super sincero. Tenho pavor dessa amizade sincera que aparece 5 minutos depois de conhecer alguém.

Se eu me revoltei e fiquei com muita raiva em todas essas vezes? Sim, claro que sim. Isso não é não crescer. Isso é passar pelos estágios, vivenciar cada momento, cada dor, cada perda e sair mais forte.

Daí que tem gente que me vê e não sabe da missa a metade mas pensa que me conhece por inteiro. E não entende de certas coisas que falo, certos conselhos que dou - não, eu não dou conselhos. Eu falo o que eu vivi. E pronto. Só que, como as pessoas não sabem do meu caminho, acham que falo de boca pra fora, então... Deixa pra lá - são baseados em fatos reais e não na novela das Oito.

Hoje em dia vejo gente demorando - e muito - para amadurecer. Demorando muito pra entender que certas coisas precisam ser mudadas e bater sempre e sempre na mesma tecla é a prova mor de imaturidade. Não adianta falar "eu mudei", "eu aprendi", "eu sou assim mas sou tenho bom coração". Não, não adianta. Se você só fala, se você repete o que os outros querem ouvir, mas não incorpora verdadeiramente, de nada serve. Quero dizer, serve: é o seu auto-engano e, ao mesmo tempo, mais um motivo para as pessoas dizerem o quão errado você é. Porque a imaturidade sempre procura desculpas para não tomar certas atitudes, para não encarar que a solução do problema... está no próprio problema.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Música do Dia!

Gente, viciei.





You're so hypnotizing
Could you be the devil,
Could you be an angel
Your touch magnetizing
Feels like I'm floating,
Leaves my body glowing

They say be afraid
You're not like the others,
Futuristic lover
Different DNA,
They don't understand you

You're from a whole 'nother world
A different dimension
You open my eyes
And I'm ready to go,
Lead me into the light

Kiss me, Ki-Ki-Kiss me
Infect me with your loving
And fill me with your poison
Take me, Ta-Ta-Take me
Wanna be your victim,
Ready for abduction
Boy, you're an alien,
Your touch so foreign
It's supernatural,
Extra-terrestrial

You're so supersonic
Wanna feel your powers,
Stun me with your lasers
Your kiss is cosmic,
Every move is magic

You're from a whole other world
A different dimension
You open my eyes
And I'm ready to go,
Lead me into the light

Kiss me, Ki-Ki-Kiss me
Infect me with your loving
And fill me with your poison
Take me, Ta-Ta-Take me
Wanna be your victim,
Ready for abduction
Boy, you're an alien,
Your touch so foreign
It's supernatural,
Extra-terrestrial

This is transcendental,
On another level
Boy, you're my lucky star
I wanna walk on your wavelength
And be there when you vibrate
For you, I'll risk it all, all

Kiss me, K-K-Kiss me
Infect me with your loving
And fill me with your poison
Take me, T-T-Take me
Wanna be your victim,
Ready for abduction
Boy, you're an alien,
Your touch so foreign
It's supernatural,
Extra-terrestrial

Boy, you're an alien,
Your touch so foreign
It's supernatural,
Extra-terrestrial


terça-feira, 12 de abril de 2011

{Ode aos Amigos}

Tem gente que acha que a felicidade está em outra pessoa.
Que o mundo acaba antes da próxima curva.
Ou então, passa a acreditar nisso.
Por comodidade.
Por incapacidade.
Por medo.

Então, aceita.
Aceita a vida pequena,
Aceita não seguir seus sonhos.
Aceita e repete: "sou feliz assim,
tenho tudo o que sempre quis".

E ri.
E diz a todos,
Canta a todos,
Grita todos,
A pseudo-felicidade.

E acha que ao repetir tanto,
Ao crer em tais planos,
Achar que é amor o que tem,
Que o amor próprio não é o mais importante,
Que consegue o auto-engano.

Mas a noite,
Depois que todos partem,
Depois que a vida não é mais teatro,
Depois que não tem mais a quem convencer,
Deita e chora
Pela verdadeira vida que tanto almeja
Mas que sabe que não poderá ter.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Música de Sexta



But we're never gonna survive, unless we get a little crazy
No we're never gonna survive, unless we are a little...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Da mentira que eles contam...

A mitomania é a tendência patológica mais ou menos voluntária e consciente para a mentira. Normalmente, as mentiras dos mitomaníacos estão relacionadas a assuntos específicos, porém podem ser ampliadas e atingir outros assuntos em casos considerados mais graves . Uma menina cujo pai é violento, por exemplo, pode começar a inventar para as colegas como sua relação com o pai é boa e divertida, contando sobre passeios e conversas que nunca existiram. Justamente pelos mitômanos não possuírem consciência plena de suas palavras, os mesmos acabam por iludir os outros em histórias de fins únicos e práticos, com o intuito de suprirem aquilo de que falta em suas vidas. É considerada uma doença grave, necessitando o portador dela de grande atenção por parte dos amigos e familiares.
Mais detalhes aqui.

Daí que eu comecei a prestar mais atenção a essa tendência patológica que é muito mais comum do que imaginamos, Zuzu. Porque todo mundo mente, passamos a achar que uma mentirinha só não faz mal a ninguém e acreditamos em mentiras do "bem". Aquelas que contamos para não fazer quem amamos sofrer ou para evitar dores de cabeça desnecessárias. Mas não é o caso dos mitomaníacos que tenho visto por aí. Assusta, viu? São mentiras tão desnecessárias e tão surreais que beiram a comicidade.

Me lembro da época de escola. Havia uma guria no colégio que se sentia a tal. Contava altas histórias sobre os homens que eram apaixonados por ela, dos tocos que dava nos garotos com os quais as meninas morriam por sair. Uma das histórias mais hilárias que contou foi a de que o DJ Marlboro era apaixonadíssimo por ela. E depois do DJ Marlboro foi a vez do Latino cair de amores por ela. Pois é. Só que a garota era uma baranga. Que me desculpem as feias, mas a beleza é fundamental. Sobretudo na adolescência. Pois ela era feia e ainda por cima gorda. E, venhamos e convenhamos, mesmo que bullying seja uma palavra do século XXI, foi uma coisa que sempre existiu. E gordas feias são coisas que até hoje não tem vez na sociedade. 

 E além das sandices que ela contava, ainda dizia que era rica, muito rica. Que vivia viajando pros EEUU. Que o pai dela morava lá. Só que - estranhamente - não falava inglês. Mitomaníaca de carteirinha.

Que eu me lembre esse foi o primeiro caso dessa síndrome com o qual me deparei. Como diz lá na definição do início do post, esse tipo de distúrbio existe por algum motivo - normalmente numa fuga da realidade.

Só que a Internet faz com que essa "fuga" tome proporções incríveis. Porque todo mundo nesse mundinho pode ser o que quiser e se transformar no personagem que bem entender. Só que eu tenho faro pra esse tipo de gente. Seja no mundo real, seja no mundo virtual. E, pior, tenho um ímã para malucos. Então já viu, né?
Se eu ficar com o pé atrás com alguém, Zuzu, pode ficar também. Meu 6º sentido não me engana. E eu sou ótima pegando mentiras, sou maravilhosa em lembrar contradições. 

Dia desses conversando com uma pessoa que prestou o mesmo concurso que eu fiz, ela me disse que havia, sei lá, quase gabaritado a prova. Que bom, né, feliz por ela. Sempre é bom passar em concursos e não depender de empresas particulares. Pois eu estava um tanto quanto puta, visto que tinha absoluta certeza que não havia passado na parte de pedagógicas. E tenho que escutar do ser algo do tipo "Mas estudar fulano é o básico". Pois que seja. O ser em questão errou a escrita do nome do Fulano em questão. Pois é. Sinal que leu muitos e muitos textos sobre ele e sabia exatamente o que o senhor pregava. Se soubesse tanto assim, já te adianto, caro leitor, que saberia o quão dúbia estava a prova e como te induziam ao erro algumas questões. Quando falei isso disse algo do tipo "ah, tá...". 

Vida que segue e não é que eu passei no concurso, Zuzu? Passei sim e, ao que tudo indica, em 2º lugar. E encontro a pessoa de novo. E pergunto se ela já tinha visto como tinha sido, etc e tal. E disse que havia passado sim, com 36 pontos. Mas como assim, cara pálida??? Não tinha quase gabaritado a prova? Desde quando 36 pontos de uma prova de 60 pontos é quase gabaritar? Ou meu ver é quase reprovar, já que tem que fazer no mínimo 30 pontos... Quando eu disse que havia sido o 2º lugar, tive que escutar que "espanhol não é tão concorrido". A minha vontade foi mandar que enfiasse o diploma dela no cú, que se fosse tão boa como queria passar que era não estaria pseudo-empregada, mas sou uma lady e me contive. Não, eu não sou uma lady. Mentirinha (aproveitando o tema do post...). O caso é que eu não chuto cachorro morto. E como esse ser entra na categoria de mitomaníaco? Bem, essa pessoa é mitomaníaca por várias mentirinhas que eu já pesquei, mas nessa passagem em especial é o seguinte: Pra tirar uma onda disse que havia "gabaritado" a parte específica da prova. Daí eu comecei a rir, simplesmente porque eu fiz Letras mas contas básicas de somar ainda sei fazer. Com 36 pontos era impossível que isso tivesse acontecido, já que a parte específica somava 30 pontos e na prova você não poderia fazer menos de 5 pontos nas outras partes... Então, Zuzu, perguntou eu: Pra que mentir? Só pra fingir que é a fodona na área dela? Mas eu não estou nem aí pra o que faz ou deixa de fazer. Só acho divertida a situação e ela ratifica a minha tese. 

Tem muita gente no mundo virtual que cria histórias de vida perfeitas, namoros/casamentos perfeitos, famílias perfeitas, carreiras perfeitas. Cria um mundo paralelo todo rosa e tem imaginação tão fértil, sabe tão bem todos os detalhes, que passa a crer que sim, que a verdade que prega é a verdadeira. 

Tenho amigas que já caíram nas historinhas de carinhas "do bem". Tenho amigos que só se metem em furadas com certas "princesinhas" da Net. E o pior é que muitas vezes esses mitomaníacos não são pessoas ruins. Eles simplesmente acreditam no que dizem, querem que as vidas deles sejam assim. Porque a realidade que os cercam é muito cinza, a rotina muito sem graça, e a história de vida muito ordinária.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Decidindo

Hoje decidi que certas coisas serão simplesmente deletadas da minha vida - e já começaram a ser. Porque eu sou alguém que aguento, aguento e aguento. Por vezes, até demoro pra ver. Mas decidi que não farei mais as coisas assim.

Então, agora eu simplesmente deleto que não me merece. Não me estresso com o que não vale a pena e tampouco sofro por antecipação. Essa coisa de ansiedade, de corroer sentimentos, fazer papel de vítima, nunca me foi uma boa fantasia. Então, assumo quem sou, o que quero. E bola pra frente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pronto

A partir das 13:15 desta tarde será oficialíssimo.
São 31 anos.

Por favor, deixe-me curtir meus últimos instantes com o pé meio que fora dos times das balzaquianas.

Mentira.
Eu nem me importo tanto assim.

Sou até capaz de dizer que não mudei absolutamente nada.
Que sou a mesma de quando tinha 15 anos.
Até a cara é a mesma, diga-se de passagem.
Porque cheguei onde cheguei com tudo perfeitinho e ainda não apareceu uma ruga. Vamos ver o que acontece depois das 13:15...

Mas sei que seria uma grande mentira dizer que continuo a mesma.
Mudei em várias coisas. E eu acredito que tudo está relacionado lá com o Retorno de Saturno. É que certas coisas passaram a ter uma clareza que antes eu sequer sonhava que existiria.

Certos caprichos bobos perderam o sentido.
Certas vontades nunca tidas vieram e se instalaram.

Isso é crescer?
Isso é envelhecer?
Ou isso é simplesmente deixar as coisas seguirem o seu caminho, o seu rumo?

Hoje não mais me desespero com algumas incertezas que já tiraram o meu sono.
Hoje já não me preocupo com o que me fez chorar de desespero.
Hoje consigo até rir do que já me deu vontade cometer suicídio.

Pois é.
A vida vai seguindo o seu caminho...

O rio segue o seu curso...
E nunca é o mesmo rio...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Estou vendo Twister. Que deve estar passando pela milésima vez. E eu nem gosto. Sei lá. Eu e essa minha mania de me forçar a fazer o que não quero/gosto.

É que é difícil mudar velhos hábitos.

Eu sei, eu sei.


Mas então. Vamos falar do que interessa. E que não tem absolutamente nada a ver com a introdução. Ou tem. Você quem decide, Zuzu.

Enfim, como é que tem gente de mal humor nesse mundo, não é não? Gente que do mais nem menos é grosso com quem não conhece, não se esforça pra ser simpático. Não é que eu me esforce. Pelo contrário. Porém não acredito que alguém que nunca vi na vida e que está só de passagem pela minha frente seja o culpado de todos os males que me acontecem e não tenho que descontar todas as minhas desgraças em cima do ser. Fui a um médico que verdadeiramente não deve pensar assim. Porque me tratou como se a culpa de todos as tragédias e infortúnios que aconteceram e acontecerão na vida dele são culpa minha. Sequer olhou pra minha cara. Sequer sorriu. Tenho até dúvidas se deu boa tarde quando entrei.

Aí me surgem várias perguntas: Será que alguém forçou que ele fizesse medicina? Acho que não, né? Não se ele já estava lá, clinicando num hospital particular. Era domingo a tarde e trabalhar num domingo a tarde acaba com o humor de qualquer um? Pois era. Mas foi o que ele escolheu, carambolas... Será que ele não sabia disso? Coitado. E será que ele realmente achava que eu estava muito feliz em estar perdendo a minha sagrada soneca de domingo a tarde porque uma puta dor não me deixava andar?
O caso é que o enfermeiro foi bem mais atencioso do que o médico. Ah, sim. E o "dotô" sequer acertou no medicamento. Não serviu de nada. Que vontade de mandar um e-mail bem mal-criado pro plano metendo o malho no fulaninho... Mas, sei lá. Estou numa nova linha de pensamento: e tenho pena de pessoas assim. Só pena. Quando um motorista de ônibus me fecha, eu só penso "coitado... Vai ser motorista a vida inteira, por isso que precisa fazer essas coisas... pra se sentir superior". E aí eu considero se ele é sempre assim, não é mesmo? Porque pode ter acontecido alguma coisa que o transformou em um ser tão mal humorado... E talvez nem sempre seja assim. E, como eu disse, fui apenas uma pessoa que passou pela vida dele e é quase certo que nunca mais nos encontremos.
Pode parecer bizarro, pode parecer errado. Mas é muito melhor ter compaixão pelas pessoas do que raiva delas. Compaixão é um sentimento quase que divino. Te coloca num nível superior ao mundano. Não é fácil ter compaixão, ainda mais de quem te sacaneia. Mas eu tenho. Porque hoje eu vejo que pessoas que têm atitudes/comportamentos baixos são pessoas que dificilmente sairão desse patamar. Porque elas ou tem muita raiva no coração (e a raiva os corrói, as destrói, sem a ajuda de mais ninguém) ou tem pensamento muito mesquinho e pequeno (e estão presas por elas mesmas).

Mas sim. Eu continuo falando mal. Eu continuo não livrando a cara. Eu continuo xingando. Mas é isso. É o momento. Não levo comigo. Não deixo a raiva ficar. Eu a acalento com a compaixão.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A lua, agora.
E eu fui lá, bater um papo com ela. Porque o momento pede muita conversa, muita atenção, muita cautela. Porque certas coisas a gente nega, renega e diz que não é por aí. Mentira. Porque a gente sempre mente. A gente sempre pensa que tudo é como a gente quer e só isso. Será que é resquício de conto de fadas? Que o seja. Mas, então, eu fui lá conversar com a lua. Porque há momentos para tudo nessa vida. E, digamos, que eu empurrei com a barriga o máximo que eu pude. E ainda pouco - lá, enquanto conversava com a lua, me dei conta de que hoje já é dia 11/01/09. Quase 15 dias já se passaram de 2009 e sinto que o ano vai ser assim mesmo - passar num estalo. E eu tenho tanta coisa pra colocar em ordem, tanta coisa pra repensar - porque, se bem me lembro, dei a minha palavra de honra que aos 30 as coisas seriam diferentes. E foi a Lua que me lembrou dessa promessa. Acho que caí em mim, sei lá. Não, não que eu não tivesse me dado conta há mais tempo - pelo contrário. Os últimos tempos foram isso. Muita coisa aparecendo, crescendo e tomando forma - tudo bem no olho do furacão. Mas foi agora, agorinha mesmo, que me dei conta disso. Que há que dizer, "ok, já entendi. E o que eu faço com isso agora?".

E esse é o trabalho a partir de agora. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fechando Ciclos

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos (...) Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará (...) As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora (...) Soltar. Desprender-se. (...) Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo (...) nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. (...) Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão. "




Inté!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Acostumar-se

Já escutou falar que a gente se acostuma a tudo nessa vida?
Pois é.
Acho que é o caso da mulher desse cara do post anterior. A idéia de estar casada com alguém faz com que ela aguente tudo vindo dele - até as porradas. Porque estavam os dois lá na janela. Ele mandando beijos pros passarinhos (literalmente) e ela acompanhando como se fosse a coisa mais normal do mundo um cara de 40 anos que não trabalha e é sustentado sei lá por quem. Ao que tudo indica, ela se acostumou a essa vida - a ficar a sombra de alguém que não lhe dá atenção mas que dá a falsa sensação de "pertencer a alguém". Não sou feliz, mas tenho marido. Sabe como é, né mesmo, Zuzu? Pessoas que querem simplesmente bater no peito e dizer que são namorada/noiva/esposa dos seres mais grotescos que possam existir.

Ou, sei lá, pode ser amor mesmo. O caso é que o ser em questão não se cuida, se largou, não tem uma peça de roupa que combine com outra (sério, usa aqueles shorts de lycra e aqueles chinelos plataforma pra sair. Não, ela não tem corpo pra usar nada de lycra. Absolutamente nada), não pinta cabelo, não faz as unhas nem as sombrancelhas (eu não sei escrever essa palavra. Se estiver errada, pode avisar!). Mas ela tem marido. Que bate e grita. Que não trabalha. Mas ela pode dizer na esquina, enchendo bem os pulmões e articulando cada sílaba "o meu marido". Porque ela se acostumou. Porque há essa tendência a se acostumar a tudo nessa vida. Porque ela não deve suportar-se só - porque se estiver só é porque ninguém a ama... Porque ela não se ama. Então, ela se acostuma. Se acostuma a mentir, a fingir e a achar que tudo vai indo muito bem. Se anula. Mas tem marido, ora bolas! E eu sou a vizinha invejosa que tenho que trabalhar para comprar sapatos e me acabar na rua Teresa...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Sempre pensamos que jamais faremos novamente uma grande burrada, que aprendemos e que jamais cairemos nos mesmo erros. Pois é. Por algum momento achamos que deixamos de ser humanos, nos tornamos deuses porque deuses não erram nunca jamais. O problema está exatamente em simplesmente colocar uma pedra sobre o passado. Esquecê-lo. E, ao esquecê-lo, esquemos as dores da queda, os momentos que precederam a queda e os passos absurdamente errados... E assim, caímos de novo. E a memória volta juntamente com a dor e o desespero de perder o controle - mais uma vez.

E somos desesperadamente humanos.



Mis deseos para ti

Te deseo primero que ames,
y que amando, también seas amada.
Y que, de no ser así, seas breve en olvidar
y que después de olvidar, no guardes rencores.
Deseo, pues, que no sea así, pero que sí es,
sepas ser sin desesperar.

Te deseo también que tengas amigos,
y que, incluso malos e inconsecuentes
sean valientes y fieles, y que por lo menos
haya uno en quien confiar sin dudar

Y porque la vida es así,
te deseo también que tengas enemigos.
Ni muchos ni pocos, en la medida exacta,
para que, algunas veces, te cuestiones
tus propias certezas. Y que entre ellos,
haya por lo menos uno que sea justo,
para que no te sientas demasiado segura

Te deseo además que seas útil,
más no insustituible.
Y que en los momentos malos,
cuando no quede más nada,
esa utilidad sea suficiente
para mantenerte en pie.

Igualmente, te deseo que seas tolerante,
no con los que se equivocan poco,
porque eso es fácil, sino con los que
se equivocan mucho e irremediablemente,
y que haciendo buen uso de esa tolerancia,
sirvas de ejemplo a otros.

Te deseo que siendo joven no
madures demasiado de prisa,
y que ya madura, no insistas en rejuvenecer,
y que siendo vieja no te dediques al desespero.
Porque cada edad tiene su placer
y su dolor y es necesario dejar
que fluyan entre nosotros.

Te deseo de paso que seas triste.
No todo el año, sino apenas un día.
Pero que en ese día descubras
que la risa diaria es buena, que la risa
habitual es sosa y la risa constante es malsana.

Te deseo que descubras,
con urgencia máxima, por encima
y a pesar de todo, que existen,
y que te rodean, seres oprimidos,
tratados con injusticia y personas infelices.

Te deseo que acaricies un perro,
alimentes a un pájaro y oigas a un jilguero
erguir triunfante su canto matinal,
porque de esta manera,
sentirás bien por nada.

Deseo también que plantes una semilla,
por más minúscula que sea, y la
acompañes en su crecimiento,
para que descubras de cuantas vidas
está hecho un árbol.

Te deseo, además, que tengas dinero,
porque es necesario ser práctica,
Y que por lo menos una vez
por año pongas algo de ese dinero
frente a ti y digas "Esto es mío".
sólo para que quede claro
quién es el dueño de quién.

Te deseo también que ninguno
de tus defectos muera, pero que si
muere alguno, puedas llorar
sin lamentarte y sufrir sin sentirte culpable.

Te deseo por fin que, siendo mujer,
tengas un buen hombre,
mañana y al día siguiente, y que cuando
estén exhaustos y sonrientes,
hablen sobre amor para recomenzar.

Si todas estas cosas llegaran a pasar,
no tengo más nada que desearte.

terça-feira, 8 de abril de 2008

... e ainda no plágio descarado...

Tia Ly postou essa poesia e, como já deixei registrado na casa virtual dela, estou copiando não só para cá, mas sim para a minha vida. Acho que vai virar meio que um mantra...

O que for a profundeza do
teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo,
assim será tua vontade.
O que for a tua vontade,
assim serão teus atos.
O que forem teus atos,
assim será teu destino.

*Brhad Aranyaka Upanishad *

sexta-feira, 21 de março de 2008

Música - Parte 2

E tem aquelas músicas que caem como uma luva, mesmo que não tenhamos nunca, jamais, em tempo algum, prestado atenção a elas... Na verdade, essa que coloco aqui não conhecia mesmo... E foi uma das minhas amigas de adolescência (porque não falo muito delas, mas elas existem... rsrs...) que me apresentou... é de Oswaldo Montenegro (e namorado nem acreditou que eu escuto Oswaldo Montenegro... Mas como o próprio disse, é depressivo... E eu sou absurdamente depressiva... rsrs... Não sei por quê se assustou tanto...)

Enfim...

A música:


A lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você


sábado, 8 de março de 2008

Porque eu não celebro o 8 de março.

Eu me propus fazer um post no dia 8 de março, instituído o dia da Mulher.
Coisa complexa para a minha pessoa, e só me dou conta disso nesse momento. Porque eu não sou feminista, acho que nunca fui. Acho muito legal essa coisa de ser dondoca e ficar dentro de casa, de ter alguém pra fazer tudo por mim e me paparicar, não ter que gastar meu rico tempo trabalhando para me sustentar. Sim, eu queria ser sustentada e ponto final. Que o trabalho fosse hobby.

Isso é coisa de mulherzinha?
Não acho que seja, mas acho que vai contra esse feminismo pregado por aí. E que acabou com a mulher, por assim dizer. Porque depois que se queimaram sutiãs, as mulheres passaram a ser reconhecidas como seres pensantes que podem votar... E meio que ficou nisso, sabe? Porque muitas continuam ganhando menos que os homens, são elas que têm que cuidar da casa, dos filhos, dos maridos, das compras do supermercado e ainda têm que dividir despesas da casa. Ei, peraê. Cadê igualdade? Isso é igualdade? Chegar em casa e ainda ter que se preocuparse as coisas estão em ordem, se as contas foram pagas, se o filho foi suspenso do colégio...? Porque só chegam até os homens tais problemas quando nós, mulheres, não damos conta. E ainda se corre o risco de ouvir um “isso é problema de mulher”. Pois é. Continua existindo “problemas de mulher” mas, por causa do feminismo torto que se propagou por aí, não há mais “responsabilidade dos homens”.

É igual bater punho fechado em ponta de faca. Porque nós não somos iguais. Simplesmente isso. Há que se encarar a realidade de frente para que possamos transformá-la – ou adequá-la, pelo menos – ao que queremos.

Dizer que foi por causa da revolução na década de 60 que as mulheres passaram a ter “direitos” acho que é exagero. Queimar sutiãs foi legal... Mas eles continuam sendo usados em todo o mundo, o que indica que a peça não é mesmo um estigma de tortura. Eu teria outros nomenclaturas interessantes para ele... Mas tudo bem, não faz parte da idéia central do post.

Desculpa, mas eu realmente não vejo “vitória feminina” em uma mulher dirigindo um ônibus. Eu vejo é um desrespeito às mulheres, isso sim. Porque é um trabalho duro, cruel, estressante e arriscado, ao qual uma mulher não deveria ter que ser sujeitar. Ah, sim. Na verdade, acho que o trabalho em si deveria ser reavaliado, porque é desumano alguém ter que ficar até 12 horas dirigindo algo tão incômodo e com salários tão baixos. É uma derrota da espécie homo sapiens, isso sim.

A revolução feminina não aconteceu. O que há é uma adequação a realidade do mundo atual – porque as mulheres estudam mais, portanto são mais preparadas, por isso estão conseguindo chegar em postos superiores nas empresas, entretanto isso não diz que elas têm os mesmos direitos e deveres – afinal das contas, continuam tendo que tocar a casa, cuidar dos filhos, marcar consultas médicas, fazer lista de compras e contratar empregadas.

O que eu defendo?
Alguém para me sustentar, isso sim. Alguém que pague as minhas idas ao salão de beleza, meus cremes, meus sutiãs e meus luxos. E que para isso eu não tenha que me matar no trabalho por 10 horas, mais duas horas no trânsito e ainda ter que chegar em casa e descobrir que não tem nada na geladeira, que a empregada faltou e o marido ainda não chegou porque estava muito estressado e foi beber com os amigos.

Éramos felizes e não sabíamos?
Não sei, eu não tenho esse saudosismo. Só acredito que deturparam tudo.

E mais uma vez reafirmo, não quero igualdade. Eu não quero ser considerada capaz de discutir futebol, não quero ser considerada capaz de dirigir como um homem, não quero ter a oportunidade de fazer os mesmos trabalhos que os homens. Por simples motivos: não gosto de futebol (e há homens que também não gostam, então não ligue isso ao meu sexo, por favor); quero dirigir como eu dirijo e ponto final – e, acreditem, há homens que dirigem mal pra kct e mulheres que dirigem maravilhosamente bem; e não, decididamente eu não quero fazer trabalhos de homens – porque eu não nasci pra levantar prédios e dirigir ônibus, assim como não nasci para cozinhar.

Não acredito na igualdade dos sexos.
Acredito – e defendo – nas diferenças e no respeito pelas escolhas.
E se em algum momento vemos (ou sofremos) por causa das diferenças, por causa das escolhas, das opções, temos que nos rebelar, denunciar, fazer valer os nossos direitos. Não como mulheres, não como gays ou gordos ou negros e sim como pessoas que merecem respeito. Não há que se anular os se diminuir a um esteriótipo. Isso é o primeiro passo para se menosprezar, acreditar que o mal que nos acontece é por causa da condição que a sociedade nos impõe. É isso que tem que vir abaixo.

E é isso que prego.
É isso que celebro.

terça-feira, 4 de março de 2008

E seria amor?

Quando uma pessoa se anula por outra, quando deixa de lado o que realmente deseja, somente para seguir os passos e os dizeres do outro... Seria amor?

Quando se muda, dos pés à cabeça, se mudam os hábitos, os trejeitos, as modas por causa de alguém... Seria amor?

Quando se passa por cima de seus próprios ideais, se infringem as suas próprias regras por causa de terceiro... Seria amor?

Quando se aceita erros contínuos - digo contínuos porque todo mundo é capaz de errar algumas vezes. O problema está, realmente, na periodicidade -, quando se aceita agressões e torturas por dizer que é aquele o pré-destinado... Seria amor?

Quando se implora por carinho e atenção, quando se dá muito mais do que se recebe e se usa a desculpa "é o jeito dele, mas sei que ele me ama", mesmo que ele nunca demonstre... Seria amor?

Quando se quer estar junto, quando se anula para o mundo, quando a opinião é baseada no que outro pensa, quando não se faz nada se o outro não permite... Seria amor?

Quando se joga de cabeça num precipício, quando se fecha os olhos para os erros, os ouvidos para as agressões e a boca para a defesa... Seria amor?
PS.: Sim, eu vi Grey's Anatomy de novo.
E sim, falava sobre amor e afins.
É, isso mesmo. Eu vejo sempre.
E não reclame do meu lado mulherzinha aflorado!