sábado, 19 de fevereiro de 2011

Das minhas loucuras

O problema é que as pessoas, por vezes, me entendem errado e eu tenho muita preguiça de explicar de novo e acabo balançando os ombros e saindo com ar blasé. 

Não, isso não é legal, porque as pessoas começam a achar que eu sou preconceituosa, arbitrária e egocêntrica.

Mas não é nada disso, eu só tenho preguiça, muita preguiça e sei que quando se coloca certa coisa na cabeça, quando alguém já forma um conceito e interpreta o que você disse de acordo com as suas lentes, não adianta tentar mudar no momento, tentar refazer o que foi dito, porque, Zuzu, vai por mim, a remenda vai sair absurdamente pior do que o soneto.

E aconteceu isso ontem comigo. Porque eu contei para a Luluzinha (1) que o Bolinha (2) - que havia trabalhado com a gente e se achava o Rei da Cocada Preta - tinha ido muito mal numa prova na qual ele disse que havia ido muito bem e que estava nas cabeças.

Se eu recrimino a atitude dele, de ir ao trabalho antigo, onde fez um monte de inimizades por causa do jeito intransigente que tinha em dizer que todo mundo estava errado e ele, certo?

Em parte. 
Explico:

Porque não sei porque ele voltou lá, não sei se ele foi lá porque tinha que acertar alguma coisa no DP, não sei se tinha que pegar/entregar algum material. Aí, o que eu posso dizer? Tem que ir mesmo, né? O problema é que, se fosse eu, entraria muda e sairia calada, não ficaria de bate-papo, nem pararia para contar como está a minha vida e, muito menos, para dizer que passei num concurso em um dos primeiros lugares, quando, na verdade, não fiquei nem entre os 100 primeiros (e só havia umas 5 vagas, ok?)

Então, o que eu recrimino é que o cara sempre se disse tão bom - e ele disse mesmo, ninguém me contou, chegou para mim e disse com todas as letras que era um dos melhores da área e que havia muito poucas coisas da matéria que ele ainda não dominava - eu não esperava menos que ele ter gabaritado a prova da área dele e ter, verdadeiramente, ficado nas cabeças.

Era isso que eu queria dizer, era isso que eu queria ter passado a Luluzinha.

E o que acontece? 

Fica a ideia de que eu sou doida varrida e que me divirto falando mal dos outros.

Tá, isso me diverte, mas não pela razão simples e pura do falar. O que me diverte é ver a pessoa se contradizer, os atos mostrarem o que ela verdadeiramente é e não o que ela prega. 

No caso do Bolinha, cara, eu nunca fiquei mais de 10 minutos ao lado dele para não me estressar. Porque sempre, em algum momento da conversa, ele estaria certo e o resto do mundo errado. E ele começaria uma discussão sobre os sexos dos anjos para defender isso. E, sinceramente, eu não discuto sobre sexos dos anjos. Então, comigo, nunca houve atritos, discussões ou problemas. Porém, não posso dizer que foi por causa dele e sim por minha causa.

Mas eu sei que não foi essa a ideia que passei. Porque fui vista somente como "a fofoqueira" que perdeu tempo em procurar o nome do Bolinha numa lista imensa para saber a nota dele. Tipo, devem achar que eu perdi uma noite de sono por causa disso, quando, na verdade, não gastei 30 segundos do meu tempo num dos meus hobbies (gratuitos) prediletos.

Tá, comecei o post com um título que sei que isso é uma coisa um tanto quanto doida, mas eu nunca disse que era normal, né mesmo?

Minha cunhada teve um namoro a jato com um cara que se dizia Procurador ou algo assim, agora não me lembro. Só que o cara cheirava a mentira, nada do que ele dizia chegou a me inspirar verdade. Tudo bem que ele era tijucano, mas isso era um mero detalhe.

Então, ela me deu o nome do cara. Para que eu praticasse o meu hobbie favorito e, Zuzu, descobri que o cara sequer tinha feito faculdade onde havia dito que havia feito. Mentiroso patológico. 

E eu é que sou a maluca?

Enfim.


Assumo as minhas doideras. Pena que muito poucas pessoas o façam para poder continuar jogando pedra no telhado alheio.



(1) e (2) - Não, eu nunca li as histórias da Luluzinha e do Bolinha. Mas acho os nomes fictícios bem simpáticos.

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