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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gastroplastia - lembra que eu fiz?

Pois é, por vezes eu tenho que me lembrar disso.

Zuzu, a minha vida é absurdamente corrida. Você sabe, meus inimigos sabem, a torcida do flamengo sabe.

Um dos meus maiores medos antes da cirurgia seria não conseguir manter o peso com a vida louca que tenho.

Olha, eu não sou um exemplo nota mil, mas, nesses 2 anos, nunca engordei e emagreci, em média, 2 kilos por mês depois daquela fase de ouro, onde se perde isso quase que diariamente... hahaha... 

Emagreço devagar hoje em dia - ainda mais porque não tenho tempo mesmo pra academia. Só que a ansiedade não me deixa. É coisa de sagitariana que quer tudo pra ontem, sabe como é. Então, acabo fazendo o que não devo... 

E é nessas horas que a gente tem que lembrar que se opera o estômago, não a cabeça e pensar se realmente vale a pena chutar o pau da barraca.

Se eu faço essa reflexão sempre?

Claro que não. Não reflexiono quase nada... hahaha... Minha sapateira abarrotada que o diga, mas quando dá, eu penso sim. 

E quando não dá... Bem, meu organismo se encarrega de me lembrar dessa necessidade.

O que não posso comer hoje em dia?

CHOCOLATE - Então, poucas coisas me são proibidas. Mas uma delas é o chocolate. Não, eu nunca fui chocólatra. Meu pai é, minha irmã também. Eu como, normalmente, de olho grande mesmo. O caso é que mais de 30 gramas é o suficiente para passar mal. Em excesso, fico absurdamente tonta - ao que tudo indica, ataca o labirinto... Vai entender. O caso é que não dá mesmo. Tenho que arranjar outra válvula de escape pra minha TPM... 

LEITE - Pois é, uma coisa de louco. Demorou um tempo para que eu me desse conta que era o leite que realmente me fazia mal e não o corn-flakes - e só descobri depois de alguns testes. Mas achei tão absurdo que perguntei para a minha endocrinologista... E ela me disse que era isso mesmo, que depois da cirurgia algumas pessoas ficam sensíveis ao leite in natura. Eu tomo iogurte e como queijo, sem problema algum.

EMPADA - O problema é a gordura. Qualquer coisa que tenha muita gordura dói. Mas a empada é o que fica mais evidente. Tudo bem, nunca fui muito adepta mesmo. Não vejo graça. 

Mas essa coisa de não poder comer gordura hidrogenada é algo muito bom, né? Porque é uma mordidinha e eu já tô mais que satisfeita... hahaha....

BEBIDA ALCÓOLICA - Quando eu era do mundo costumava beber. Não cerveja, essa coisa de pobre suburbano, mas algumas otras cositas... Quando eu fiz a cirurgia, já não era do mundo, mas ainda bebia quando dava. Depois da cirurgia quase entrei em coma alcoólico com meia-taça de champagne... E era champagne mesmo, viu, nada dessas Cidra Cereser que os pobres tomam pra fazer pinta... =P ... Então, se você é meio pinguça, Zuzu, repense os seus conceitos... Ainda mais porque bebida alcoólica engorda pra KCT... 


Bem, que eu lembre, Zuzu, são só esses alimentos mesmo. De resto, dá pra ir tudo, na porção adequada, na velocidade adequada. Provando que não é um bicho de 7 cabeças mas sim, um novo estilo de vida.



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Daí que eu faço partes de comunidades relacionadas a Gastroplastia e de vez em quando dou uma olhadinha por lá. E me aparece um tópico intitulado "Perguntas mais frequentes sobre a cirurgia". Daí que você pensa "o cara vai responder perguntas alheias, ou algo do gênero". Mas não. Ele simplesmente colocou as perguntas lá. E nada mais. Legal. Se as perguntas são frequentes, as respostas são necessárias, né não, cara pálida?


Com certeza eu não sei as respostas de todas as perguntas... Mas posso tentar respondê-las com o que vivi/vivo. 

1) Após a cirurgia, quais são as dificuldades mais encontradas?

R: Porra, o foda mesmo é ficar sem o processo de mastigar por 2 semanas. Não, não é fome que se sente. Não, não é fraqueza. Não, não é "vontade de não sei o quê". A vontade é de ter algo sólido na boca, algo para mastigar. Sei de gente que mastigava e depois cuspia, o que não é nada inteligente... Porém, cada um faz o que dá. Eu fui lá, na cara e na coragem, e batendo quase duas semanas comi um atum na brasa. Comi é exagero. Digamos que foram uns 3 centímetros de atum que amassei até virar quase uma papa. E foi delicioso e maravilhoso. E, não recomendo. Faça o que seu médico manda. Mas não enlouqueça. 


2) A quem a cirurgia de redução de estômago é indicada? Há alguma restrição em relação à idade, nível de obesidade, etc?

R: A indicação é para quem tem obesidade mórbida nível III e já tentou de tudo para emagrecer e não conseguiu. Considere que ao chegar neste nível a pessoa não é mais "gordinha", "fofinha" ou qualquer outro eufemismo que possa aparecer. Ela tem uma doença crônica e a cirurgia é o último recurso. 

Entretanto, também há caso que a pessoa talvez não tenha chegado a esse nível porém tenha as comorbidades - que são as doenças desencadeadas pelo o excesso de peso. Nesse caso, a cirurgia também é recomendada.

Sobre a restrição...Acredito que qualquer procedimento cirúrgico sempre é coisa muito complicada - por mais que digam que "fulano foi fazer uma cirurgia simples..." Mentira. Anestesiou, abriu e enfiou algo dentro de você, já se tem um risco de microbactéria. E isso tudo sem o agravo da obesidade! Imagina quando é com um obeso? Por isso deve-se considerar a gastroplastia como o recurso máximo. 

Pensando assim, acredito que "restrição com relação à idade" seria exatamente o oposto de certas realidades (como a retirada as amígdalas, por exemplo): quanto mais tarde, melhor. Não consigo acreditar que um adolescente de 15 anos já tenha tentado de tudo para emagrecer... Porém, cada caso é um caso e cada um deve ser avaliado pelo seu médico para que se chegue a uma conclusão. 

3) Porque umas pessoas entalam e outras não?

R: Porque gordo não sabe mastigar a comida e quer engolir tudo de uma vez só. Tem gordo fominha que vai precisar sofrer uns bons entalos pra descobrir - e depois pra lembrar - que tem que mastigar tudo devargazinho e pequenininho. A pressa é a inimiga de uma boa refeição...

Eu poucas vezes e quase sempre havia um pão envolvido na história. Porque pão é foda, vou te contar... O mais importante é manter a calma e, se possível, vomitar. Só assim a sensação ruim passa. 

4) Quais são os alimentos que mais apresentam dificuldade?

R: Como disse aí em cima o pão... Sobre tudo o de forma. Não consigo até hoje comer arroz e feijão. É um ou o outro. Os dois juntos é mais complicado. Alimentos com gordura trans também não me caem nada bem. E frituras e doces me deixam bastante enjoadinha... Resumindo: Junk Food é algo do demo e que deve ser cortado da nossa dieta o máximo possível. 

5) É verdade que a maioria das pessoas, após a gastroplastia desenvolve uma intolerância total a carne?

R: Sabe, eu também pensava isso e demorei a me decidir se faria ou não a cirurgia, porque eu sou uma carnívora inveterada... Mas pesquisei e vi que os problemas com relação a carne são os seguintes:

- O gordinho afobado que não sabe mastigar e quer enfiar o boi güela abaixo e aí entala e quase morre;
- Aquele que come a carne muito gordurosa e em grande quantidade - Não há quem aguente, né?
- Os que colocam anel na boca do estômago e a carne, por mais mastigada que esteja, acaba não passando.

De resto, acho que dentro de uma dieta balanceada, a carne não precisa ser cortada. Pelo contrário, tem um papel primordial na luta contra anemia e outras doenças que possam vir a aparecer.

6) Quanto tempo depois uma pessoa pode engravidar?

R: No mínimo, 2 anos - porque é o tempo necessário para que seu corpo se adapte a nova realidade. A cirurgia faz com que a absorção de nutrientes & cia. seja bastante diminuída... Imagina se tiver ainda uma criança pra sugar o pouco que entra?

7) Pílula anticoncepcional, quanto tempo depois a mulher pode voltar a tomar?

R: Anticoncepcional via oral é melhor que não se tome nunca mais porque dizem alguns investigadores que a eficácia fica reduzida. Não sei, mas preferi não arriscar. Logo depois da cirurgia (uns 2 meses) comecei a tomar o de injeção. Mas por problemas diversos (e não relacionados a cirurgia) tive que parar e passei a usar o adesivo. 

8) Quanto tempo depois a pessoa pode fazer atividade física?

R: Tipo, pra entrar numa academia? 3 meses. Pra caminhar? Assim que você tira a sonda. Caminhar, se movimentar, levantar e sentar - para um obeso mórbido tudo isso é interessante e vale a pena.

9) Quais os cuidados que devemos ter para a ingestão de medicamentos via oral?

R: Continuo tomando todos os mesmos. Só não tomo de estômago vazio, porque dói que é um horror... 

10) O que é a síndrome do dumping? Como posso evitá-la e se sentir os sintomas, existe algum medicamento para cortar o incômodo?

R: Quando você come demais e rápido demais conhece essa coisa maravilhosa chamada dumping... Meu dumping é sempre relacionado a doce. E eu sempre esqueço que ele vem só com um bombonzinho que seja... Mas, enfim... Nunca tomei um medicamento para isso, porque, no meu caso, eu vou ali e chamo o Raúl que tudo se resolve. Mas se o caso ainda não é o de expulsar tudo o que não me pertence num estilo Poltergeist, faço um pequeno ritual: Me estico bem, saio caminhando alguns metros e depois, se possível, deito e descanso em algum lugar. 

11) Por que o método da cirurgia aberta (laparascopia) e não a por videolaparascopia?

R: Taí, sei não. No meu caso, seria aberta só se o meu plano não cobrisse a de vídeo. E eu acho que a de vídeo tem uma recuperação bem mais tranquila. Mas aí, Zuzu, melhor você ter uma conversa com o seu médico, caso pense na cirurgia. Isso é papo pra profissional da área. E, você sabe, eu sou só sou especialista em sapatos.

12) É possível engordar depois de algum tempo? 

R: Sim, é muito mais possível do que você pode imaginar. A cirurgia não faz milagres, ela é só uma ferramenta. Ou você assume as rédeas da sua vida ou não de nada adianta.

Da realidade eu posso dizer o seguinte: a maioria dos gastroplastizados engorda, em média, 5 quilos no final do processo. É quase que a regra. Engordar horrores só pros que chutam o pau da barraca acreditando que se livraram da maldição da balança. 


13) Todo paciente é passível de cirurgia plástica? Depois de quanto tempo é recomendável a plástica? 

R: Olha, pensa comigo: A pessoa tinha, sei lá, 50 quilos a mais (\O/) e quando chega lá na meta.... as banhas foram, mas as peles, meu caro, marcam presença. Claro, há diferenças de pessoa para pessoa. Há pessoas - normalmente homens -  acreditam que não precisam. Eu, até o momento, não estou muito incomodada não. Não se sei se depois dos 20 quilos que ainda quero emagrecer vou pensar assim.... Bem, estou vivendo cada dia de cada vez.

O tempo recomendado, pelo o que já vi por aí, é de 2 anos - que costuma ser o prazo que a pessoa tem efetivamente para chegar na sua meta - e, ao que tudo indica, prazo que usarei até talo.... ¬¬

14) Vesícula. Todos obesos devem removê-la? Caso positivo, quando?

R: Boa pergunta, Zuzu. Estou esperando até o momento a resposta. Minha vesícula vai bem, obrigada, não sei se vai ter que sair daqui em algum momento...

15) Por que usar o anel? Qual a função dele e porque uns possuem e outros não?

R: Uma das coisas que eu não queria era o anel, por vários motivos: sempre dá problema, por causa dele comer carne é quase impossível, ele pode sair do lugar e pode ser aberto ou fechado. Então, essa é a função, falando em abrir ou fechar: ele pode ser "afroxaudo", permitindo que se coma mais ou menos.

Não sei por que alguns tem e outros não. Mas sei que eu não o queria e não o tenho.

16) Existe alguma variação hormonal, tanto nos homens quantos nas mulheres após a cirurgia?

R: Minha TPM ficou absurdamente pior - e tive que passar a tomar remédio por causa disso. E só posso falar por mim. Ah, e eu tenho que fazer um exame da tiróide. A médica acha que ela pode estar querendo dar uns pitis...


17) Que cuidados devo ter no pré-operatório?

R: Hahahaha... Que pergunta engraçada.... Porque todo mundo sabe que o cuidado no pré-operatório é se despedir de TUDO que você acha que não vai comer DEPOIS da cirurgia... Então, cuida dos rodízios, das tortas da Lecadô, dos pratos do Outback e Joe's & Leo's... Namorado até pagou PORCÃO pra mim....

Mas, falando sério...

Faça as despedidas, pelo menos, uma semana antes. Nada de beber toda a gordura que sai da picanha. Faz uma dietinha relativamente light na última semana antes da cirurgia. Pra ir se acostumando, sabe?

18) Posso beber bebidas alcoólicas após a cirurgia?

R: Eu nunca fui de beber antes da cirurgia e, quando o fazia, eram só com coisas pesadas - nada dessa coisa de pobre de tomar cerveja... Depois da cirurgia tive dumping com champagne. Mas champagne francês, de Champagne mesmo.... Então, valeu a pena o quase coma alcoólico...

Meu conselho? Pense bem antes de beber.... Lembre-se que bebidas alcoólicas são absurdamente calóricas... E que se você se (re)acostuma a beber, o fará cada vez com mais freqüência e poderá colocar tudo a perder...

19) Como fica o funcionamento do intestino após a cirurgia?

R: Eu sou um exemplo a não ser seguido e todo mundo sabe. Mas o meu intestino funciona muito bem - nunca passei vergonha nem com flatulência nem com B2 em total descontrole, o que sei que é o medo de muita gente.

O intestino funciona muito bem, diariamente, como se eu tomasse activia. Costumo ter prisão de ventre só quando como muito pão de massa branca. Descobri que massa branca só serve pra nos fuder, Zuzu....

E gordura não é nenhum perfume francês quando sai...

Ai, chega de pergunta escatológica.
Próxima, por favor...

20) Os cabelos podem cair após a cirurgia?

R: Noooossaaaaa... como eu tinha medo disso, Zuzu! Você nem imagina... Então, deixa eu explicar o que acontece: 3 meses depois da cirurgia começa a queda. Não sei se é só por causa da cirurgia ou é por causa da anestesia (porque a minha mãe e mais um monte de gente diz que é um efeito desse trem aí...). O caso é não deixar a taxa de ferro cair. Eu mantive a minha dentro dos padrões e tudo por aqui vai muito bem, obrigada....

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Então, é isso.
Espero ter ajudado mais do que simplesmente jogando as perguntas ao vento...  =)
Meu conselho final é que se pesquise muito antes de tomar qualquer decisão. Que se considere e reconsidere o que se quer da sua vida. E saiba dos riscos que se correm, dos sacrifícios que se tem que fazer e que, o mais importante de tudo, que a cirurgia não vai ser a solução de todos os seus problemas.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Notícias do Front

Há tempos que não falo nada sobre gastroplastia, dietas e afins. 

Pois é.

O caso é que a minha vida anda uma loucura tão grande, mas tão grande e absurdamente grande que não tenho tido tempo de parar, analisar e falar sobre esses detalhes. 

Erro meu.

O caso é que eu tinha mais duas entrevistas para postar. E onde foram parar? No limbo dos meus pcs. Não sei em qual está, pra onde foi. E cadê tempo de pesquisar?


Eu não sou uma pessoa regrada. Não sou regrada pra nada nessa vida. Coitada de mim se pensei que seria diferente numa reeducação alimentar - considere que tenho 30 anos e há 25, pelo menos, isso é tentado. Ops. Eu tenho 32 anos. Então são 27 anos. 

Hábitos antigos são nossas piores maldições, vai por mim.


O caso é que eu fui numa nutricionista - depois de quase um ano, lá fui eu. Mas, como dizem as Polianas de plantão "antes tarde do que nunca".

O caso é que a nutricionista escutou meu mimimi triste e não falou (mas pensou, estava lá, nas entrelinhas): Você é um caso perdido. 

Não que eu o seja verdadeiramente. O caso é, como eu já disse, há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, é muita coisa para fazer ao mesmo tempo e, de verdade, o que vou comer a noite quando voltar para casa é a menor das minhas preocupações às 5:00 da manhã, quando já acordo atrasada e cansada.

Mas estou tentando me esforçar para melhorar e seguir - pelo menos em parte - o que ela me passou.

Não, não é fácil. É sobrehumano, pensando de acordo com os meus padrões. Mas considera que tento comer menos molho shoyo. Tô tentando, né?

O legal foi saber que suco de laranja é absurdamente calórico e eu estou muito certa em tomar o meu suquinho de abacaxi. E repensando o que como ou deixo de comer, percebi que não sou uma daquelas pessoas escrotas que não comem nada verde sem sequer experimentar. Eu sou é fresca mesmo e não como folhas verdes de procedência duvidosa.

E dia desses comi uma pseudo lasanha de beringela, abobrinha e frango ali no Hortelã Sucos. Recomendo. 


Viu?
A vida está difícil, eu sou um caso quase perdido... Mas não é por isso que vou deixar de tentar... 

=)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sobre tamanhos

{Papo na moral, como diriam os meus alunos}

Sabe, eu visito muitos blogs por aí. Acho interessante quando alguém sabe escrever, se expor. Ou que não se exponha ou não saiba se escrever tão bem assim, mas que me divirta.

E vez por outra caio em blogs que entram no quesito beleza/peso/moda e afins. 

Olha, se a minha opinião ofender alguém, peço desculpas desde já, mas vou falar o que realmente penso e é por conhecimento de causa, não se esqueçam disso.

Acho muito legal esse lance de que cada um tem que se amar do jeito que é, não tem que ficar escrava das tendências e da moda - porque, é bem verdade, se for querer seguir tudo o que dizem que é moda, vai surtar.

Também acho interessantíssimo  lance de que cada um tem que se amar do jeito que é, pese o que pese, seja da cor que seja, apesar dos defeitos e qualidades que possa ter.

Lindo, muito lindo.

Daí, eu vejo um montão de gente pregando a "moda é para todas". Desculpa, mas aí é que eu travo. Porque a moda não é para todas. Nada é para todas. Não existe essa coisa horrenda de que somos todos iguais. Não somos. Aceitemos isso. E se você não consegue aceitar isso, desculpa, tá, mas não sou eu quem tem problemas.

Acho absurdamente errado esse lance de "gordo tem baixa auto-estima". Tem baixa auto-estima é o caralho. Tem é mais gente pegando no pé e implicando, sendo preconceituosa. Isso sim é muito irritante. Ser ponto de referência também é irritante - mas todo mundo, em algum momento da vida, já foi ponto de referência. E, por mais irritante que possa ser (porque há todo um caráter pejorativo) que bom que já se foi! Significa que se fugiu da mediocridade em algum momento. E a mediocridade é uma das coisas mais tristes que podem existir. 

Porém, deixe-me voltar e dizer o que estou pensando:

Desculpa quem defende esse papo de "gordo e feliz". Da mesma forma que acho que é balela o lance da baixa auto-estima por causa da gordura, também acho que é grande mentira dizer que se é gordo e feliz. Porque não se é. Porque todos que têm limitações não são felizes sempre, todo os momentos da vida. Não dá para ser feliz se você sabe que não vai conseguir o que quer porque não se enquadra. Não dá pra ser feliz se sabe que tem lugares que não vai poder freqüentar, roupas que não vai poder comprar, roletas que não vai conseguir passar.

Legal se as pessoas conseguem ser felizes por alguns momentos, apesar disso tudo. Palmas para quem consegue todo dia ir lá, dar a cara a tapa pra dizer Sim, sou gorda, mas continuo vivendo, continuo sendo eu e continuo comendo o quero, sem medo de morrer de infarto.

E, claro, pessoas magras tampouco são mais felizes porque são magras. Grande mentira. Porque mesmo que não fique preso em roletas, ninguém faz o que quer e bem entende por causa do seu peso. Ninguém é mais amado por causa do seu peso. Talvez faça mais sexo por causa do seu peso, mas isso não vem ao caso. Se você tiver dinheiro, faz quanto sexo quiser nesse mundo de meu deus - Amor... bem, amor já são outros quinhentos... que também não estão relacionados com a balança.

Bem, o caso é que desde o momento que a pessoa não se enquadra nos padrões vigentes, porém quer viver dentro dos padrões vigentes, não dá pra vir aqui, bater no peito e dizer "sou feliz assim". Porque não é. Se o fosse, não estaria se preocupando com o tamanho da roupa ou se a marca C ou D não faz roupa para o seu tamanho. 

Não dá pra dizer que se é feliz se faz algo que agride tanto o seu corpo, se acha que os errados são aqueles que fazem a gastroplastia ou algo do gênero. Aqui, um adendo: considero tanto como agressão, comer até não aguentar mais quanto ficar sem comer porque precisa emagrecer para entrar na calça 38. Assuma, minha cara, que você não precisa comer tudo que está no buffet ou os 30 pedaços de pizza. Porque sempre existirão outros buffets e sempre haverá pizzas mais saborosas. Não é comendo que você esquecerá dos seus problemas, das contas para pagar ou comemorará melhor certo acontecimento. Comer é um ato que deve ser feito como parte do dia-a-dia e só. E, minha bonita, se a sua bunda não entra numa calça 38, que bom! Sinal que você tem bunda. Não se recrimine por causa disso, não ache que a felicidade se resume a isso e que o culpado de todos os seus problemas é o sorvete que você comeu e por isso não comerá mais nada até o próximo século... 

Não me sinto mais fraca por ter feito a redução de estômago, não me sinto mais feliz sendo mais magra, não sinto vergonha do meu passado ou menosprezo o que fui. Não me sinto mais adequada a moda, não me sinto mais amada, não me sinto com mais vergonha, não me sinto com a auto-estima mais elevada.

Porque eu continuo sendo eu - alguém que fez as suas próprias escolhas e não se escondeu atrás de discursos de pseudo-felicidade ou levantou bandeiras de que os gordos merecem ser lembrados.

Na verdade, o que sempre defendi é que tudo que é demais é castigo. E continuo achando isso. Assumo meus erros, elevo meus acertos - e sendo gordos ou magros, acho que é o que devemos fazer.

Esse "discurso" todo  resume coisas tão opostas mas que me entristecem de igual maneira:
- as pessoas que acham que ser gordo é uma causa, que é isso que serão para sempre;
- os gordos que acham que podem ser gordos e se portar como magros - se se aceitasse de verdade, aceitariam que são diferentes e que não podem se comportar da mesma forma.
- pessoas que rotulam os obesos como seres humanos problemáticos que se odeiam, por isso que comem tanto;
- pessoas que apontam os outros e dizem que são "gordos" por achar que é o xingamento mais ofensivo que podem fazer.

Sei que tem muita gente que fica revoltada quando digo que não somos iguais. Mas não somos. Não posso chegar para alguém de 1,50m e dizer que certa roupa ficará tão linda nela como fica numa mulher de 1,80m. Sabemos que não fica. Mas se você quer vestir só porque está na moda, porque esse verão é assim que as mulheres lindas e poderosas vão se vestir, vai lá e seja feliz. Não entro no mérito. Só que sempre defendo a adaptação. Ou entender que não é para usar. Balance os ombros e siga adiante.

E tem gente que acha lindo e maravilhoso dizer que fulana engordou horrores. Eu entendo, juro que entendo. Porque adoro ver que as minhas desavenças deram uma barangada. Mas, desculpa, engordar não é ficar mais feio. Pelo contrário. Conheço gente que ficou mais bonita depois que engordou. Só que da mesma maneira que magro demais deforma, gordura demais deforma também. Aceitemos isso. Alguém que se transforma em algo amórfico, não pode ser considerado bonito, deusdocéu. E não há essa coisa de "rosto bonito". O conjunto tem que ser harmônico para que seja bonito. Eu tenho vergonha das pessoas que consideram "um rosto bonito" como um elogio. Isso é um eufenismo para "você está obeso mórbido", dá mesma forma que dizer que alguém é "gordinho". O diminutivo é um dos piores tratamentos que podem existir, tratando-se de uma pessoa que está gorda, logo, grande.

Eu queria dizer aqui no final que o mundo aceita a todos e tudo, que caminhamos para isso, que a beleza não tem mais tamanho e que as campanhas realmente tem resultados. Mas não é assim. Ainda não, talvez um dia.

Como conheço os dois lados da moeda, sei que o peso de alguém ainda é levado muito em conta na avaliação de caráter - já que é algo que não há como esconder, como, por exemplo, as pessoas que são racistas conseguem fazer. 

Repito: os obesos não são mais problemáticos que os demais, simplesmente tem um problema a mostra de tudo e de todos. Só que "o mundo" acredita que não, que somos piores, que somos mais fracos, que nos amamos menos. 

Por isso que digo - quem pactua com a voz corrente é quem tem problemas realmente. Porque não aceita os seus próprios problemas e acredita que apontar os defeitos alheios os salva dos seus próprios. 


E só para não dizer que não falei de flores... Não tenho essa coisa de sair por aí me expondo. Quem é meu amigo e eu acho que não vai ficar falando abobrinhas por aí, está autorizado no meu álbum da Gastroplastia no Orkut (que está bem desatualizado, diga-se de passagem). Porém, tem gente daqui que não entrou lá, ou gente que cai aqui de pára-quedas por causa da tag da gastroplastia... Então, coloco uma foto só para que vocês considerem o que foi o antes e o que é o agora... Quase já no passado, mas ainda não... rsrs

Embaixo,  calça de um ano e meio atrás (e que era relativamente apertada) - Tamanho 64
Em cima, calça que uso agora (e já começa a ficar grande) - Tamanho 46.


Se eu me amo mais, porque elevei a minha auto-estima e sou  mais bonita?
Não, me amo a mesma quantidade. Ainda tenho brigas homéricas comigo mesma. Minha auto-estima sempre foi uma coisa maravilhosa porque nunca precisei dar ouvidos a terceiros para saber o que fazer de mim e eu sempre fui linda, porque nunca fui amórfica e minha pele e o meu cabelo sempre foram um espetáculo.

Se eu voltaria ser gorda, achando que ser gordo é muito bom, um estilo de vida e que o mundo tem que me aceitar do jeito que sou?
Nem fudendo.

sábado, 17 de julho de 2010

16 de julho

Olha. 
Eu tinha grande planos pro post de ontem - dia 16 de julho.

Mas, assim, pensei que o meu dia fosse terminar ao meio dia e depois poderia dizer FÉRIAS.

ILUSÃO.

Saí de casa às 6:15, atradasadíssima, porque - simplesmente - levantei, desliguei os dois despertadores, e voltei a dormir. Tá bom pra você?

Então, saí às 6:15 planejando que às 15:00, no mais tardar, já estaria em Petrópolis, curtindo o frio com o namorado....

Pois é.

Voltei pra casa às 2:30 da madrugada de ontem pra hoje. Depois de temporal, depois de ter que ir a três colégios que não faziam parte dos planos, depois de ser trancada fora de casa pelo meu pai. 

Tá bom pra você?

Mas ontem foi dia 16 de Julho. E já faz um ano. Um ano, dá pra crer? 

Muitas mudanças, muitas realizações e muitas conquistas. Em todas as áreas. Parece que o peso saiu de todos os lugares, inclusive da alma.

O post ainda vai sair. Não é esse. Esse, é só pra me localizar. 

E para agradecer. 


Tenho um montão de gente a agradecer, é bem verdade, mas tem os especiais, muito especiais, que estiveram ao meu lado - seja física ou virtualmente - e me apoiaram em vários momentos:

Minha mana - que serviu de motorista e ameaçou roubar todas as minhas roupas enquanto eu ainda estava na UTI... hahaha

Minha mãe - que é uma porra louca e fala um monte de coisas que me irritam profundamente, mas que eu amo  do meu jeito transviado e espero que entenda que eu não sou como os outros.

Meu pai - que não fala nada (só que ainda tenho que perder a barriga... hahaha), mas, por ser tão doido como eu, não demonstra o que deveria das formas tradicionais, mas sei que reclamar da minha barriga é o mesmo que dizer que me ama e se preocupa comigo (é o código MORSE dele, fazer o quê?)

Namorado - que foi enfermeiro, foi motorista, foi companhia, aguentou meus chiliques, me ajudou a fugir da dieta e me deu esporro quando eu fugi demais.

Minha Sogra - que fez o primeiro caldinho de feijão que comi (e eu hibernei depois de comer... hahahaa) e a primeira sopinha de batata.... E não acreditava quando eu comia o que não devia, mas me apoiou.

Ingrith - dona do 1º blog de gastroplastia que eu li e no qual eu me apoiei e vi que há vida gastrônomica feliz pós cirurgia! =) ... Tudo bem que ela quase infartou quando eu disse que tinha comido churrasco com 1 mês de operada, mas tudo bem... 

Bi - dona do blog que virou quase Biblía para mim e que me ajudou a entender o conceito do "posso comer de tudo, mas não tudo".

Há mais pessoas, lógico... Mas acho que estas representam a minha base, quem me ajudou a entender que poderia ir, que tudo ia dar certo - e que me ajuda a que continue dando certo....


E só para que você se localize, Zuzu:

1 ano de gastroplastizada
Saldo: -58 quilos; diminuição de 7 números de manequim, armário cheio de roupas que não dão e felicidade em todos os aspectos da vida... 

=) 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Melhor ouvir certas coisas...

... do que ser surda!

Daí que encontro com uma amiga que não vejo há um ano, pelo menos. E ela me manda:

- Cara, é muito estranho! Você está muito magra! Que nervoso! Nossa, você tem pescoço!


Então tá, né, Zuzu?
Eu tenho pescoço.

Tenho até osso, descobri isso também.

E para deixar todo mundo atualizado: - 47quilos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Doces - o grande vilão

Uma das primeiras perguntas que o meu médico fez na primeira consulta com ele foi se eu era mais de comer doces ou comidas salgadas. Quando eu disse que era muito mais de comidas salgadas que de doces, ele disse que era muito bom. Porque os doces são um puta vilão nas dietas, tanto de gastroplastizados como os de que não fizeram a cirurgia. Porque alimentos doces são muito mais fáceis de se achar e de meter pra dentro. É a balinha, é o suco em caixinha, é o sorvete, é a lata de leite condensado... 

Depois da cirurgia eu como doces - porque eu como de tudo, né? - mas não continuo não sendo desesperada por eles (e junte-se ao fato de que é uma das poucas coisas que não cai muito bem por aqui... Tudo que é muito doce me dá uma sensação estranha e eu prefiro deixar pra lá).

Daí que eu vi uma reportagem no Globo de domingo que dava algumas dicas para reduzir o consumo de doces. Achei legal e reproduzo aqui. Ah, sim. E eu já seguia algumas dessas "dicas". Depois de passar a vida fazendo dietas, alguma coisa eu tinha que aprender, né?

Mas vamos as dicas:

  1. Coma só um pouquinho - Dizem que são as primeiras três colheradas que satisfazem o paladar. Então que tal dar apenas três mordidas no brownie ou comer apenas três quadradinhos de chocolate? A dica é mais útil para os que não conseguem ficar um dia sem um docinho.
  2. Combine alimentos - Misture o doce com algo saudável. Em vez de uma fatia de torta, substitua a sobremesa por frutas cobertas com chocolate, como bananas ou morangos. Você reduz calorias e ainda ingere fibras e vitaminas.
  3. Seja radical - Às vezes, o melhor caminho é parar de comer doces de uma vez. Mas prepare-se, porque os primeiros três dias serão difíceis. Dor de cabeça, cansaço e irritação podem aparecer. Mas depois de uma semana, o paladar muda e o doce deixa de ser tão atraente.
  4. Caminhe - Estudos mostram que bastam 10 minutos de caminhada para acabar com o desejo por determinada comida.
  5. Masque chiclete sem açúcar - O docinho do chiclete reduz a gula e ainda pode ajudar a diminuir a ingestão diária de calorias, afirma a nutricionista Christine Gerbstadt, porta-voz da Associação Dietética Americana.
  6. Prefira a qualidade, não a quantidade - Quando for comer um doce, escolha o melhor. Um chocolate com ao menos 50% de cacau, por exemplo, satisfaz mais do que o chocolate ao leite.
  7. Pare de comer adoçantes - Alguns estudos sugerem que a substância estimula as papilas gustativas e aumenta a vontade de comer doce. Quem consome adoçantes com regularidade acaba precisando de porções maiores de doce para se sentir satisfeito, indica uma pesquisa publicada no British Medical Journal.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os 12 erros mais comuns das dietas e como evitá-los

Zuzu, encontrei esse texto lá no site do O Globo e achei bem legal - por ser leve, fácil de entender e bem realista. Então, compartilho com vc...

=)


Fazer dieta pode ser uma tarefa pesada. Mas, na contagem regressiva para o verão - falta pouco mais de um mês para a estação do calor (sim, do calor) dar as caras -, emagrecer torna-se quase uma obrigação. Para tornar sua missão bem-sucedida, listamos 12 errinhos, com base na reportagem da Web MD, que as pessoas  costumam fazer e que, se evitados, podem ajudar muito nos quilos a menos. Confira:

1) Adotar dietas radicais
Está determinado a perder 10 quilos em um mês e para isso vai passar uma semana comendo sopa, num consumo de menos de 1000 calorias por dia? Saiba que você estará treinando seu metabolismo para desacelerar e quando a dieta acabar e você voltar a um consumo razoável de calorias, seu corpo vai estar lento, lento. A recuperação do peso será mais rápida, com o risco de ganhar até mais quilos do que perdeu.

2) Pular o café-da-manhã
Acha que estará cortando calorias ao pular o café-da-manhã? Engano seu, porque a tendência é desequilibrar o resto do dia e ingerir mais no almoço. Estudos mostram que quem faz um café-da-manhã saudável, com ingestão de fibras e proteínas, tem mais chances de manter um peso saudável.

3) Não contar as calorias das beliscadas
Você até anda com a máquina de calcular no bolso somando e somando as calorias das refeições. Mas aí chega na hora das beliscadas e você nem considera: não soma a mínima fatia de bolo ingerida, os restos dos pratos das crianças que acabam na sua barriga, o biscoitinho que o amigo do lado oferece e você aceita... e por aí vai. Se você está contando seriamente as calorias, some essas provinhas ao cálculo final.

4) Não beliscar de jeito nenhum
Consumir pequenas porções ao longo do dia ajuda a controlar a fome e a perder peso, além de manter seu metabolismo trabalhando. Escolha porções com maior quantidade de proteína.

5) Só comer alimentos com baixo teor de gordura
Os alimentos com baixo teor de gordura são uma mão na roda, mas não significam que tenham zero caloria. Se você encher o seu prato com um bolo diet estará consumindo mais calorias do que se comer uma pequena fatia de bolo comum.

6) Beber sem contar
Erro grave não contar as calorias do que bebemos, principalmente se levarmos em conta que alguns drinques têm mais de 500 calorias. Cerveja, uísque, caipirinha são muito calóricos. Sucos de fruta, água de coco e alguns refrigerantes diet também engordam. E muitas bebidas não matam a fome. Fique de olho.

7) Beber pouca água
Uma das primeiras e melhores regras da dieta: beber sempre muita água. Se beber pouca, o metabolismo desidrata e funciona mais lentamente. Estudos mostram que adultos que bebem mais de oito copos de água por dia queimam mais calorias.

8) Evitar laticínios
Queijo, leite e sorvete são tabus em muitas dietas, mas não comer laticínios todos os dias pode ser contraprodutivo. Estudos mostram que o corpo queima mais calorias quando tem cálcio suficiente e que produz mais gordura quando tem déficit de cálcio

9) Comer fast-food
Mesmo tendo as saladas fast-food como opção, na hora de ir a uma lanchonete fica muito mais difícil resistir ao milk-shake, à batata frita, ao nuggets e por aí vai. Se você permitir quebrar a regra uma vez, pode ficar mais fácil quebrar outras. Um estudo feito durante muitos anos mostrou que pessoas que comem fast-food mais de duas vezes na semana ganharam 4,5 quilos a mais do que aquelas que só comeram uma vez na semana.

10) Pesar-se todos os dias
Quer ficar frustrado? Então suba na balança todos os dias. Além de mostrar uma perda de peso pequena, é inútil medir o resultado a tão curto prazo.

11) Estabelecer metas irreais
Dizer que vai perder cinco quilos em uma semana é uma meta irreal, que pode virar fonte de frustração.
Estabeleça metas realísticas.

12) Não se exercitar
Olha que delícia: se você se exercitar, poderá comer um pouco mais, acrescentar outros itens à sua dieta e ainda assim continuar perdendo peso. Experimente todas as atividades acessíveis, até encontrar uma que lhe agrade!


Retirado DAQUI.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E a Enxaqueca vai pra academia...

Daí que alguém teve a brilhante ideia de me mandar de volta pra academia. Eu relutei, óbvio, como boa amante do ócio que sou. Porque academia significa menos horas de sono - porque eu não posso simplesmente largas trabalhos para ir pra lá.

Há mais de um ano eu fui numa academia que tem no meio do meu caminho. Mais de um ano? Sejamos francos, quase dois. E durante dois anos eu guardei o papel da academia aqui do meu lado, no meu quadro de avisos. Quando me animei pra ir, era quase época da cirurgia e é claro que essa foi a minha desculpa. Teria que parar, né mesmo? Então pra que começar?

E veio a cirurgia. E daí três meses de molho - e eu nem fiquei triste, de verdade. O que me deixou em pânico foi quando chegando o final dos três meses e a data pro médico me liberar, vou na consulta e ele me diz que a dor que sentia era uma hérnia. O que significa ter uma hérnia, Zuzu? Significa que eu entraria na faca de novo, meteriam uma tela na minha pança e eu ficaria de molho mais três meses.

E eu chorei como criança.
Saí do consultório do médico, já com o pedido da ultrassonografia, chorando igualzinho a criança que perdeu o presente favorito. De repente, eu sentia uma vontade louca de ir pra academia. A preguiça se foi igual a passe de mágica. Eu não poderia ter uma hérnia! Eu queria era um atestado médico pra me matar de malhar!

Cheguei num estado tal na clínica pra fazer o exame que sentiram pena de mim e deixaram que eu fizesse o exame sem estar marcada. Pena uma vírgula. Esperei por quase 3 horas....

E assim que o médico meteu aquela coisa gelada na minha barriga eu já comecei a perguntar: "é uma hérnia?". Perguntei umas dez vezes até ele me mandar ficar quieta.

Depois de umas caras e bocas ele disse que não, eu não tinha hérnia. Felicidade total! Saí dando pulinhos pela rua. Como uma criança que acaba de ganhar o melhor presente de natal do mundo.

O que eu tinha, afinal de contas? Sei lá. Pelo o que entendi é uma bolinha de gordura. Está aqui, eu a sinto. Dói por vezes, mas não mata. Acho que é a gordura que não quer sair de mim, entende?

O importante é que no dia seguinte estava no médico pra pegar o meu atestado pra ir pra academia. E eu não fui pra academia do bairro. Eu tinha que ir para A Academia. Sofrer numa grande rede, é óbvio. Se é pra morrer, a gente morre direito (financeira e corporalmente, diga-se de passagem).

Como - mesmo que eu não queira, não aceite e não me porte como tal -, ainda sou recém operada, comecei com algo leve: esportes na água. Natação e hidroginásticas com as velhinhas.

Pois é.

Primeira aula de hidro e eu quase pedi arrego. Mas fiquei com vergonha da velhinha de 90 anos com a elasticidade do Diego Hipólito e me matei nos exercícios. No dia seguinte mal saía da cama.

Alguém me diz: quando os objetos de tortura passaram a fazer parte da hidroginástica? Aqueles pesinhos de borracha EVA que nos parecem inofensivos e dentro d'água pesam 100 quilos? E aquela luva, que faz com que a pareça que a gente tem patas de pato no lugar da mão? E "puxa a água", e "cava a água", e "abraça a água". E quase uma relação sexual com a água.

Daí que a professora manda que a gente faça um círculo e fique dando voltas na piscina... Cavando, puxando, sei lá... E, de repente, manda parar e ir pro outro lado. Putz... Terrível. Como algumas velhinhas conseguem fazer um maremoto dentro de  uma piscina? Eu sempre quase caio. Na verdade, eu caio, mas dentro d'água é tudo meio relativo.

Aí você me pergunta, Zuzu: "mas não tem nada de bom?"

Claro que tem!!!

Menos 3 quilos por semana. Já estava com saudades disso... Porque depois de 4 meses as coisas já estavam ficando meio lentas...


PRÓXIMO POST: O dia que me afoguei na aula de natação.

Divertido... ¬¬

domingo, 8 de novembro de 2009

Gastroplastia – ela fez (e me ajudou a perceber que não era um bicho de sete cabeças... =] )


Zuzu, sei que tem um monte de gente que tem várias dúvidas sobre a gastroplastia, etc. e tal. Eu também as tinha. Na verdade, ainda tem certas coisas que eu não sei direito, exames de sangue que eu não sei para que servem (e dá-lhe encher a caixa de e-mail da minha médica...), reações que acontecem e descobertas sem fim....

Então, eu selecionei alguns blogueiros que me foram de grande valia no processo pós-operatório para fazer uma pequena entrevista com eles. Não vou estragar a surpresa e dizer quem são todos de uma vez... rsrs... E as entrevistas vão ser postadas aqui no Dipirona na ordem que me foram respondidas. Olha, foi um suplício para chegar a essa decisão! Sério. Porque quem me respondeu foram pessoas muito queridas... E, por mim, colocaria todo mundo junto. Mas aí ninguém leria tudo com a devida atenção, né?

Então, vamos lá.

A entrevista de estreia é da Fabíola, lá do Bittersweet’s World. Tenho preferências por blogs que falam gastroplastia como o da Bi – ‘tá lá o tema, ela o aborda, mas não vive em função disso. O blog tem de tudo um pouco e mostra que sim, podemos viver felizes e contentes depois da cirurgia sem que isso vire a nossa igreja. Não, ela não fala só de dieta. Não, ela não come só saladinhas. E é recorrente uma frase que ela usa e que é o que defendo também: “eu como de tudo, mas não tudo”.

Enxaqueca: Quando você decidiu fazer a cirurgia bariátrica?

Fabíola: Comecei a brigar com a balança na adolescência, apesar de eu ter sido uma criança magra e atlética. Por recomendação médica comecei a praticar natação ao mesmo tempo em que dei meus primeiros passos, sou asmática desde bebê e a natação era um esporte bastante recomendado para crianças com o mesmo problema que eu tinha. Todavia, por volta dos meus 14 anos, tudo começou a mudar. Foi nessa época que minha mãe adoeceu e eu passei a me dedicar mais a ela, decidi então largar a piscina. Até então eu tinha apenas sobrepeso, mas com o falecimento da minha mãe, três anos depois, eu conheci a tão temida obesidade. A cada nova crise de asma eu recebia uma nova receita médica com os mesmos remédios de sempre prescritos: os corticóides, que, aliados ao meu sedentarismo, contribuíram para que eu engordasse mais de 30kg em poucos anos. Com 25 anos eu já estava pesando mais de 100kg e tomando remédios para o controle da glicemia, foi quando eu li pela primeira vez sobre a gastroplastia. Procurei o meu médico pouco tempo depois, fui aconselhada por ele a tentar dieta com acompanhamento endocrinológico mais uma vez, mas o tratamento falhou, foi aí que a cirurgia de redução de estômago foi realmente cogitada pela primeira vez, tanto por mim e por meus médicos.

Enxaqueca: Qual era o maior problema que a obesidade te trazia?

Fabíola: Aos 26 anos, eu já era obesa mórbida, diabética, hipertensa e com uma considerável esteatose hepática, fora a depressão, não é? O que torna a vida assustadora, de certa forma.

Enxaqueca: Você era da dieta, do remédio, ou um daqueles gordinhos que dizia que fazia academia, mas que na verdade só ficava na janela falando mal da roupa dos outros?

Fabíola: Da dieta, do remédio, da academia de verdade! Era esportista e fui até os 25 anos, mesmo que parando várias vezes, eu sempre nadei muito e me exercitei, mas nenhum tratamento funcionou comigo a longo prazo.

Enxaqueca: Qual foi o maior constrangimento que você passou por ser obesa mórbida?

Fabíola: Hoje em dia eu vejo que a cirurgia em si não foi tão difícil comparada a tudo o que eu já passei por conta da obesidade. As pessoas têm muito preconceito sobre isso... Eu lembro que certa vez encontrei uma prima minha, em um enterro de um tio nosso, e ela me disse: “nossa como você está imensa!” e fez àquela cara de desdém, eu respondi a ela que aquilo não era problema dela, e sim meu e ela retrucou, “eu falo isso para que você tenha vergonha na cara!”. Acho que ela, e muitas outras pessoas, nunca entenderam que apesar de eu estar gorda eu vivia de dieta, é engraçado, mas o gordo engorda! Eu poderia estar obesa, mas não comia tudo o que queria, se eu comesse iria engordar mais ainda. Entretanto, apesar de tudo isso, o que me levou mesmo a cirurgia foi a minha saúde e a qualidade de vida que estavam muito prejudicas por conta da obesidade. Então me vi fazendo uma longa pesquisa sobre a gastroplastia e aos poucos convenci a meu pai que aquilo era o melhor pra mim, e em 14 de novembro de 2008, aos 28 anos, me submeti à cirurgia de redução de estômago bypass gástrico, por videolaparoscopia, sem anel.

Enxaqueca: Você contou para os seus amigos e família que iria operar? Recebeu apoio de todos?

Fabíola: Contei sim!!! Muitos diziam para eu não fazer porque ia ficar pelancuda, que tentasse regime mais uma vez. Meu Pai tinha medo que eu morresse na sala de cirurgia, mas quando eu me convenci que era o melhor pra mim e os outros notaram essa segurança em mim tudo mudou. Todos aceitaram da melhor forma e me apoiaram, mas eu tive que me convencer que era o melhor pra mim sozinha, no inicio não tive apoio de muitas pessoas, só do meu noivo mesmo e de raras amigas.

Enxaqueca: Sempre tem um monte de gente que não sabe absolutamente nada sobre a cirurgia e que acha que é o dono da verdade. E o pior é que esses seres sempre vão querer dar palpite em coisas que não foram perguntados. Isso aconteceu com você? Qual já foi a maior asneira que já te falaram sobre a cirurgia?


Fabíola: Outro dia me perguntaram se eu fiz por “tela” ou anel. Bem, como eu não fiz por anel, devo ter feito por “tela”, não é?! (risos) Sinceramente, não sei o que a pessoa quis dizer com isso até hoje. Fora que eu estava no consultório médico do meu cirurgião com meu noivo semana passada – ele também é operado, mas só tem um mês de cirurgia – e uma menina que vai operar ainda esse mês soltou essa: “Mas ele (e apontando pro meu noivo) fez bariátrica, você fez redução de estômago...” Eu respondi que os dois tinham feito a cirurgia bariátrica e que redução de estomago ou gastroplastia apenas são sinônimos pra mesma cirurgia. É lamentável o nível de informação das pessoas, até mesmo dos que querem se submeter a cirurgia.

Enxaqueca: Todo mundo sabe que para fazer a cirurgia temos que fazer milhões de exames. Destes, qual foi o pior para você? Por quê?

Fabíola: O pior foi a endoscopia, que normalmente as pessoas adoram porque tomam lá o “boa noite Cinderela” e nada vêem. Mas a analgesia não pegou comigo e eu vi tudo!

Enxaqueca: Qual era o seu maior medo antes da cirurgia?

Fabíola: Morrer, morrer e morrer! Cheguei a fazer uma carta dizendo que se algo acontecesse comigo a vida deveria continuar pra todos. O medo de morrer foi forte, mas o de ficar obesa pro resto da vida e doente foi maior.

Enxaqueca: Como foi chegar ao centro cirúrgico? O que você sentiu?

Fabíola: Eu cheguei ao centro cirúrgico acordada, porque mais uma vez a pré-analgesia não pegou, sou meio dura na queda, mas confesso que foi divertido. Os enfermeiros foram legais, tirei um sarro enorme do meu cirurgião quando o vi com aquelas roupinhas de bloco cirúrgico dizendo que ele parecia que estava de abada de carnaval, até toquinha tinha! Mas ele que perde o amigo e mas não perde a piada revidou: “Ah, mas é você que vai fica pelada!”

Enxaqueca: E depois da cirurgia? As primeiras horas no CTI?

Fabíola: A minha cirurgia foi muito longa, demorou o dobro do esperado porque o meu fígado atrapalhou muito a visualização de tudo lá dentro, ele estava com o dobro do tamanho normal por conta dos depósitos de gordura. Eu sei que sai do apartamento as 13hrs e voltei as 23hrs, sendo 5hrs no bloco e o restante no CTI. Acordei com dor, mas o pior foi notar que o soro estava instalado na minha jugular. Como a cirurgia demorou muito meu médico preferiu pegar um acesso calibroso, mas que é desconfortável é.

Enxaqueca: Como foi a cirurgia? Qual o procedimento adotado? Quando foi?

Fabíola: Hoje em dia eu vejo que a cirurgia em si não foi tão difícil comparada a tudo o que eu já passei por conta da obesidade. Em 14 de novembro de 2008, aos 28 anos, me submeti à cirurgia de redução de estômago bypass gástrico, por videolaparoscopia, sem anel.


Enxaqueca: Qual foi o período mais difícil em todo o processo? O que você considera a grande dificuldade para o paciente?

Fabíola: Às vezes o que é mais penoso para um paciente não é para outro, eu, por exemplo, não sentia necessidade de mastigar coisas, ao contrário de muitos outros pacientes, mas eu enjoava muito rápido dos alimentos, então a fase da dieta líquida foi bem complicada por ela ser longa e não ter muito diversidade de alimentos, mas segui totalmente a risca, contudo até hoje não consigo nem olhar para sorvetes ou sopas!

Enxaqueca: Pela resposta anterior, vejo que você foi um exemplo na dieta líquida. Mas chega uma hora que a gente quer meio que “sair dos trilhos”. Então, seja sincera e conte: qual foi a coisa mais errada que você fez depois da cirurgia?

Fabíola: Eu segui certinha até os dois meses, porque minha nutricionista não nos deixa comer nada pastoso no primeiro mês e sólido, comida normal mesmo, só depois dos dois meses de operado. Nessa fase de recuperação eu não fiz nada, nadinha de errado. Mas hoje me permito a comer de tudo, mas não tudo! Eu peso meus pratos – eles têm que dar sempre por volta dos 250grs – e controlo meu peso. Salvo os dias de TPM não me permito engordar mais de 1kg, se engordei corto chocolates, sobremesas e tudo mais, coisas que no geral, continuo a comer, em escala bem menor, mas continuo.

Enxaqueca: Os médicos e nutricionistas sempre batem na tecla de que temos que mudar “os nossos hábitos alimentares” depois da cirurgia. Eu, particularmente, acho que devemos mudar nossos hábitos em geral. Só pensar no lado alimentício é muito pouco. Considerando isso, você mudou os seus hábitos depois da cirurgia?

Fabíola: Mudei sim! Como bem mais saladas, verduras que antes. E a ingestão de massas, como pão, diminuiu drasticamente. Agora quando se fala em exercícios físicos eu tento evitar a fadiga... Brincadeira, quanto à fadiga, mas realmente ainda não consegui voltar ao esporte. Eu sei que gordo e ex-gordo sempre arranjam desculpas pra não malhar, mas o fato é que as minhas são reais: casa, monografia, noivo operado e totalmente dependente de mim ocupam todo meu tempo!

Enxaqueca: As suas projeções do “antes da cirurgia” se tornaram realidade “depois da cirurgia”?

Fabíola: Tornaram-se bem mais do que realidade. Eu JAMAIS nem em meus melhores sonhos iria imaginar que iria vestir 38, coisa que não me lembro de ter vestido um dia, ou que tudo ia voltar para o lugar sem ficar flácida. Pra mim, foi milagre!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quem foi que deixou a porta do Inferno aberta?

42ºC?

Daqui pra frente, só piora, é o que dizem.

Daí que eu virei menininha e estou comprando váááários vestidos. Mas tudo em feirinha. "Feirinha de Moda" como dizem. Pois é. Não posso ver uma que já estou me enfurnando dentro dela. Pois é. Dentro de uma feirinha num galpão de telha de amianto num calor de 42ºC.

Mas o que posso fazer se o sangue suburbano fala mais alto, né mesmo, Zuzu?
Maxwell me aguarde, que em breve estarei aí!





Enfim... os vestidos são uma graça. E não há sensação melhor do que comprar roupa que nem gente normal, num tamanho normal, pagando preço normal...

- 35 quilos, Zuzu, em menos de 4 meses.

E a festa continua!

=]

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Momento Mulherzinha

Olá, Zuzu... Estou aqui pra dar uma de mulherzinha. É, pois é. Você sabe que eu estou muito longe de sê-lo, mas de vez em quando eu finjo.
Bem, o caso é que quando se emagrece 30 quilos em 3 meses coisas não tão legais acontecem. Tipo? Tipo sua pele virar uma casca de laranja. É triste, é cruel, é desesperador. Mas faz parte do jogo e a gente já sabia disso.
Então tive que virar mulherzinha por alguns instantes do meu dia.


Comprei um creme da Nivea - porque falem o que quiser falar, é o melhor que há em um preço super acessível - que está me deixando super feliz. É o Nivea Happy Time com Leite de Bambu e Flor de Laranjeira. Nada melhor para passar durante o dia.


Um outro que gosto para o dia também é a Loção Hidratante da Johnson's Maciez Prolongada que te promete a "sensação de pele macia de bebê". Bem, até o momento nada a reclamar. A pele está realmente macia, macia. Todo mundo está falando da Loção da Johnson's (ou creme, não lembro bem) que tem protetor solar. Não me propus a comprar ainda porque, sinceramente, fator 15 pra mim é uma piada. Preciso pelo menos de um de 45. Mas sei que numa promoção maluca sim, eu vou comprar...


Ah sim.
Quando o espírito de Marilyn Monroe baixa em mim, eu passo creme no corpo antes de dormir também. Aí eu suso o Johnson's softlotion Pele dos Sonhos... Que eu comprei porque a embalagem é lilás. Sim, é sério. Foi por isso mesmo. Mas não me arrependo, porque o creme tem um cheiro super agradável (mas que tem que ser usado de noite, pra não brigar com o cheiro do seu perfume, Zuzu...) e a pele acorda um espetáculo realmente.


E como mamis disse que o Óleo de Rosa Mosqueta é muito bom contra as marcas de cicatrizes, estou usando também, mas só na barriga. Porque é óleo, óleo mesmo! Então, se puder passar e esperar um pouco antes de colocar algo em cima, melhor. Já manchei calça, blusas e afins com o dito cujo. Ah! E promete também diminuir as estrias (pelo menos, as recentes, quando ainda estão vermelhinhas). Bem, como eu não bato muito bem da cabeça, pelo menos duas vezes por semana coloco algumas gotas de óleo no comprimento do cabelo. Juntando com as 2.500 vitaminas que estou tomando, as madeixas ficam lindas! haha... Estão caindo, mas estão maravilhosas. Um desbunde...