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terça-feira, 17 de abril de 2012

Das coisas surreais...

... que eu vejo.

Dia desses, na Linha Vermelha, vi uma cobra. Sério, uma cobra verde, enorme.

Daí que sempre passo pela Linha Vermelha passo rezando, né. Para que não dê pane no carro e eu tenha que sair dele e encarar uma cobra. Porque são essas coisas que acontecem comigo.

Na verdade, mudei de carro também por causa desse medo.

Mas toda vez que passo pela Linha Vermelha lembro da cobra.

Era essa aqui, ó:

Oi, tudo bem? 
Sou bem mais dócil que aquela vagabunda
que acha que é amiga do seu marido!

E daí que hoje eu vi uma cena de novela:

Tinha um carro de gente rica parado no acostamento (eu tenho um carro de gente que se locomove. e só)  e havia uma garota andando pro lado oposto e e um cara com maior pinta de motorista indo atrás dela, falando alguma coisa do tipo "você tem que subir" e ela batia o pé e dizia que não voltaria e saiu quase que correndo e o tiozinho indo atrás dela. Bem ali, no meio da Linha Vermelha, aquele lugar super tranquilo e muito propício para fazermos caminhadas.

Daí que estou tão criativa nos últimos tempos que até já criei uma história para ela na minha cabeça.


Só não sei se ela vai encontrar com a cobra ou não.


sábado, 31 de março de 2012

Da difícil tarefa...

... de ser eu.

Não, eu não sou tão impossível de ser levada. Tipo, uns 70% das vezes sou alguém super legal e controlada, que quer o bem de todos e que acredita na salvação do mundo, em fadas e em duendes. Os outros 30% é o que dão o ar da graça.

Porque eu tenho muitas qualidades - como quase todo mundo tem - e muitos defeitos - como o mundo todo tem.

E um dos meus maiores defeitos (ou falta de qualidade, para os Positivistas de plantão) é que eu sou absurdamente ansiosa. Tá, junta com um outro que é não suportar pedir favores pra ninguém (isso é defeito?)

Daí que juntou tudo isso nesses últimos tempos e eu tive que lidar comigo mesmo a beira de um ataque (mentira, eu dei váááários ataques) por conta dessa conjuntura aí de cima: ter que esperar e ter que pedir favores. 

E sabe de uma coisa?
Sobrevivi.

De vez em quando é bom passar por certas provas de fogo, ver até que ponto somos capazes de ir.

Então, eu descobri que me estresso pra caralho, fico puta pra caralho até que.... Eu deixo pra lá e penso FODA-SE. 

E, plim!

A mágica funciona e o "O que não tem remédio, remediado está" toma as rédeas. E, graças a Deus, tudo entra nos eixos. Na verdade, é exatamente no momento no qual eu deixo nas mãos de Deus é que as coisas entram nos eixos. Por isso acredito muito que é Alguém me testando, sabe? Alguém me dizendo "caralho, se controla e pára de viadice!" (Pois é, meu Deus é desbocado. É que o Cara sabe realmente das coisas...)

Quem está de fora acha que a minha montanha-russa particular ainda vai me matar. Mas eu te juro, Zuzu, estressar, gritar e espernear é o que me mantem viva. Ainda estou tentando entender como é que tem gente que sobrevive sem jogar as coisas nas paredes e gritar como vilã de novela contrariada. Porque, né, é isso que limpa o meu fígado, joga a adrenalina no meu sangue e faz com que eu tenha força de continuar. Faz parte do processo até eu entender e chegar no FODA-SE mór e falar pra Deus: "cansei, faz do Seu Jeito".

E daí quando a coisa se resolve, depois que eu já chorei de raiva, de desespero e de tudo mais, eu fico feliz, muito feliz. E não, eu não choro de felicidade. Porque isso é coisa de mulherzinha, coisa de gente fraca. Faço a maior cara de blasé que se tem notícias e finjo que é normalíssimo as coisas darem tão certo para mim, que eu sou uma pessoa feliz e controlada e que nunca pensei em suicídio no meio do caos que a minha se transforma por vezes.

E saio como uma Diva, como se todos devessem ser exatamente como eu sou - perfeita, poderosa e dona de mim.


E depois, quando o resto do mundo não está mais me olhando, rio como uma doida do meu total descontrole.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cartas que não enviarei (I)


Eu poderia começar sendo muito criança e fazendo cobranças. Poderia e, sim, essa é a minha vontade e o meu impulso. Mas me seguro e não o faço. Da mesma forma que não envio a quem deveria o que tenho a dizer.

O caso é que sempre pensamos que conhecemos aos demais – inclusive a nós mesmos. Que pueril engano. Eu não conheço ninguém, nem mesmo a quem tanto chamei de amigo e de irmão.
Hoje as coisas perderam o sentido, não há porque revisitá-las. Mas, né, eu tenho essa mania, essa coisa de quase autoflagelação. De querer saber, de querer ver a verdade doa a quem doer. Sempre fui assim. Já até levei na cara um “quem procura acha” quando tudo o que eu queria era uma explicação.
Daí liguei o foda-se. E, sim, continuei procurando. Porque quero saber, tenho direito de saber e conhecer não somente a meus inimigos, mas, sobretudo, a meus amigos.
Só que nessa busca descobri que a minha amizade era mais amizade do que a que vinha do outro lado. Porque eu me entregava, porque eu era amiga e o outro lado... Ah, o outro lado gostava de brincar de amizade. Até que a coisa ficou séria.

Quando ficou séria pro seu lado, amigo, eu estive ali. Fiquei, apoiei e entendi. Lógico, amigos são para isso. E você se levantou, superou e depois caiu mais uma vez. E eu apoiei. Talvez tenha ido um pouco além e sim, tenha sido infantil em um modo estranho de demonstrar a minha amizade, mas nunca o fiz por mal. Na verdade, nem falei ou fiz algo do que me envergonhe. Mostrei amizade a quem me interessava e não a quem havia chegado no meio da festa botando banca.

Só que há pessoas que gostam de cair e cair no mesmo erro, não é? Escolha sua, então que você siga. O problema é que a Escolha, quem chegou depois, te convenceu que eu é que não prestava, que eu que é deveria ser deixada de lado. Você nunca chegou para me dizer tais considerações ou, quem sabe, querer saber a minha versão. Que tipo de amizade é essa que você cultivava, então?

E daí foi a minha vez. Porque em alguns momentos o chão não é o limite como se pensa. Pois é. E o outro lado não estava disponível. Melhor, estava. Mas você ficou disponível para o inimigo e não para mim. Eu fui considerada a errada, a vilã da história.  E tudo o que eu precisava no momento era apoio seu e eu não o tive.

E os caminhos se separam. Porque eu não sou lá muito de chamar qualquer um de amigo. Imagina a que nível, então, desce alguém que menospreza a minha amizade.

Só que você se fez de vítima, que eu havia sumido sem explicação, eu que havia deixado de te procurar. Que coisa feia, caro amigo. Não se faça de vítima. Assuma a sua postura. Não, não estou dizendo para que você diga “preferi o outro lado porque me identifiquei com a história” ou então “ela não apoiou que eu vivesse o grande amor das minhas vidas”, porque poderia dar brecha para novas lamurias, novas lamentações. Simplesmente diga que tomamos caminhos diferentes.

E daí que hoje, mais uma vez, seguindo aquele meu hábito de procurar o que não me interessa, vejo que foi isso mesmo. Digo, foram as duas coisas – as desculpas que eu te disse para não dar e a desculpa oficial – que aconteceram. Tomamos rumos diferentes, por termos opiniões diferentes. Não sei se eu cresci e passei a ver o mundo com outras cores. Não sei se você se fechou no seu mundinho e transformou o faz-de-conta em realidade. De verdade, eu não sei. E, olha que coisa mais interessante, não me interessa.

Dizem que ninguém é insubstituível. Tenho minhas dúvidas quanto a isso, depois de tantas “quebrações” de cara e portas fechadas. Todos somos substituíveis. Alguns mais rapidamente, outros com um pouco mais de tempo. E o que fica é a nostalgia – aquela coisa que distorce o passado e reescreve a história, como se tudo tivesse sido flores. Não foram, caro amigo. Sabemos disso e devemos assumir isso.

Pois que o seja.
Hoje, mais uma vez sem procurar e achando, vi que nossas verdades nos afastaram. Talvez um dia nos encontremos. Mas não seremos mais os mesmos que há tanto fomos.
Talvez nos cumprimentemos, por educação.
Ou não, por ressentimento.

E a vida segue.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Daquelas coisas...

Não, não é post inspirado.
Nem é um post que tenha um objetivo claro. 
É só que... eu preciso escrever. Daqueles dias onde se tem milhões de coisas para organizar (e acho que organizar é muito pior do que fazer, de fato) e a eu não quero (não vou dizer "a gente" porque sou eu mesma, sem tirar nem por).

Comecei o ano longe. Longe de tudo. Longe do que tenho, do que me cerca, do que amo, do que me irrita.

Mas comecei perto de mim.
E vi que certas coisas independem dos demais, do que me cerca, do que amo e do que me irrita. São, essencialmente, eu. E que é aí que mora o perigo.

Aprendi a não por a culpa nos demais. Daí o negócio ficou sério, porque o meu egocentrismo aflorou ainda mais e eu comecei a achar que tudo acontecia a partir das minhas escolhas, meus caminhos, minhas respostas. Fui de um extremo ao outro. Porque há aquelas pessoas que sempre procuram terceiros para por a culpa de tudo que lhes acontece. Nunca assumem que são as suas escolhas, seus caminhos e suas respostas que fazem o seu caminho. Isso é triste, muito triste. Porque são essas pessoas que vão sentar na sarjeta e chorar, dizendo que o mundo sempre está contra elas. Isso é triste e pessoas assim me irritam muito.

Daí para que eu não me transformasse numa dessas, parei de lamuriar a minha sorte. Tá, no auge da TPM eu ainda sou a maior sofredora do mundo e o Universo conspira contra mim, mas aí já era pedir demais, né não? 

Enfim.
Eu fui ao extremo. O que também é ruim. Porque eu entrei na paranóia de achar que se eu pensasse mal de alguém o mal viria contra mim. Que se eu fizesse uma cosita de nada erradinha, a Lei do Retorno viraria tudo contra a mim e que meu fim seria a de vilãs das novela das 8h (quando o mundo ainda punia os malvados, né...)

E isso também não dá. Porque eu não tenho alma de monge e achar que tudo de errado dá errado e vida que segue. Então, imagina o ódio que começaria a desenvolver contra a minha pessoa se realmente achasse que tudo depende de mim.

E daí estou a cata de um equilíbrio. Se é que isso é possível. 

Faço o que acho que tenho que fazer. Se consegui, tudo bem. Se não, amém!

Viver um dia de cada vez, essa é a meta.
Isso é fácil.

O difícil é deixar de lado o meu "ah, deixa pra depois" que sempre está presente. Porque eu sempre quero deixar pra depois. Sempre acho que depois vou ter tempo.Sempre quero acreditar que meu dia amanhã vai ter 48 horas e que se eu dormir as 24 horas do dia de hoje vai estar tudo bem.

Eu não faço análise porque não adianta que os outros me digam o que tenho que fazer. E acho que é perda de dinheiro ir lá pra falar tudo o que eu penso se eu já sei as merdas que faço e o que tenho que fazer efetivamente. 

Tenho umas 5 pessoas morando dentro de mim (acho que fizeram um livro sobre isso). Não, não é nada demais, mas é para que você entenda, Zuzu, que eu sei as merdas que faço. Umas das 5 dentro de mim vai apontar a erro e qualquer uma das outras vai dar um puta esporro. Eu sei disso. A prática, a prática é que é o problema.

E é essa prática que deverá ser trabalhada a partir desse ano. Esse amadurecimento que tem vindo aos poucos e que eu tenho que vivenciar.

Pois é.
Tempos difíceis me aguardam.

Esperemos. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

E estamos na estrada...

Pois é.
Alegria de pobre dura pouco. Mas nem posso reclamar, né, porque a minha durou mais de um mês.

O mais interessante dessa viagem foi me entender um pouco melhor. Tipo, coisas que eu sempre gostei e nunca entendi muito bem o porquê, descobri que vem de um passado distante, mas real.

Portugal me dá a sensação de casa, sabe?
Por diversas vezes me emocionei e pensei "putz, era assim que as coisas deveriam realmente ser".

Pois não o foi, né mesmo?

E a gente trabalha com o que tem.

2014 estamos aqui de volta, gastando horrores nos Saldos ... hihihi

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Como eu sobrevivi a 2011?


Porra, taí, eu não sei.
Quero dizer, acho que é porque não levei certas coisas tão a sério, porque eu gritei quando fiquei com raiva, porque aprendei que mais 5 minutinhos embaixo do edredom pode fuder o planejamento de um dia inteiro e me dei conta que comprar sapatos é muito bom, mas manter o controle pode ser melhor ainda (tá, comprei sapatos pra caramba, mas me controlei mais... hahaha)


Vamos ver o que eu levo desse ano para o que se inicia, né não, para que eu não caia nos mesmos erros de sempre... 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Os Mais Filhos da Puta de 2011


Cara, sou alguém de memória curta. Só porque é final de ano, só porque eu tô de bem com a vida, não consigo me lembrar de todos os FDPs que me furaram o olho. Acho que é esse desprendimento do ódio e do rancor que faz com que a minha cútis seja tão maravilhosa... hahahah

Mas podemos citar alguns:

- O Diabo da Tâsmania, que ganhou um post só para si.
- O Louco que Se acha Dono da Verdade - que não foi comentado, já que aconteceu no final do ano e ainda não sei se poderei comentar.

E, no final do ano, entrando pro roll temos aqueles que não tem a hombridade de enfrentar as coisas de frente, né, e mandam outras pessoas fazerem o seu serviço.

=)

Ah, mas agora eu posso relatar o caso de um ser que se julga muito melhor do que os outros e que num Conselho de Classe quase me atacou por não concordar com as suas argumentações. Pior. Chegou a insinuar que se há um número relevante de alunos reprovados em determinada matéria a culpa é do professor que leciona tal matéria. Simples assim. Me explica, Bial, como é que alguém que está lá na frente, dando aula, vivenciando a nossa vida, pode ter esse pensamento e ainda expressá-lo para os demais professores, com um dedo quase que acusador?

Isso que dá as pessoas se acharem melhor do que os outros só porque fazem uma Pseudo Faculdade de Direito...

Olha, mas quem sou eu, né mesmo, para achar alguma coisa. Hoje em dia eu não acho mais nada.

Porque nunca mais indico ninguém para trabalho algum


Cara... esse post é longo, muito longo se eu fosse entrar em todos os detalhes. Então, vou resumi-lo ao máximo que der, ok?

Quando eu comecei a trabalhar fui logo pro suprassumo da coisa: aulas em empresa. Os professores acham isso “o máximo” mas é um saco. Porque você ainda trabalha pra um curso e é esse curso que ganha dinheiro. Você continua sendo burro de carga. Enfim, mas era o que se tinha para o momento.

Esse cenário é de uns 10 anos atrás, certo?
Então, nesse curso eu conheci a pessoa sobre a qual vou relatar. E simplesmente a chamarei assim, de PESSOA.

Eu e Pessoa nunca concordamos em muitas coisas mas o mundo é feito disso, de diferenças, então, vida que segue.

Porém, sempre a achei por deveras reacionária em certas ideias e, o que é pior, visão curta: tipo, o que eu penso é o certo e nada mais importa. Mas, né, essa era a minha visão e de outras pessoas. Sei lá até que ponto as coisas eram assim mesmo.

Pessoa tem um blog. Na época eu lia. Escreve bem. Se coloca bem. Estudou numa boa faculdade, gostava do trabalho. Essas coisas. Pelo blog, era normal, com vida social e bom discernimento das ideias.

O caso é que no ano passado estávamos conversando via MSN e ela me contou que tava na merda. Na merda mesmo. A mãe tinha falecido há algum tempo, ela estava sem emprego fixo, tendo de manter casa, cachorro, periquito e papagaio (porque Pessoa é dessas que prefere estar cercada de bichos. OK. Respeito. Melhor cuidar de bichos do que espancá-los até a morte. Mas lembrem-se, crianças, tudo que é demais é castigo).

A gente conversou muito pela net e eu pensei que Pessoa havia posto os pés no chão, encarado a realidade e entendido que certas teorias que estão no livro são isso – teorias. E na prática, a coisa é bem diferente.

Daí que eu trabalho num colégio particular bem light – diferente do que a gente vê por aí normalmente – com turmas pequenas e alunos, em sua grande maioria, calmos e educados. E eles iam precisar de professor meio que urgente. Lógico que eu falei que conhecia alguém e mandei o currículo de Pessoa.

E foi o princípio do fim.

Porque, né, como é que eu iria saber que o ser em questão era absurdamente surtado e não tinha noção de convivência mínima com o mundo?!

Uma coisa são ideias reacionárias, pensar que vamos mudar o mundo ao ensinarmos e que todos tem afã de aprender... Outra coisa é entrar em sala descontrolada, achando-se mais um adolescente, sentando na mesa, chamando os alunos de pestes e tacando estojo/apagador/e o que mais tiver pela frente em cima de alunos. Ah, sim. Depois ela dizia que “não era pra acertar”. Mas... oi?

Então, como eu teoricamente, era “amiga” do Demônio da Tasmânia, a coordenadora pediu que eu conversasse com ela. Sobre tudo. Desde a vestimenta ao comportamento. E eu fiz, claro, Pessoa precisando de emprego e em menos de um mês faz todas as merdas possíveis e as inimagináveis também???

E aí Pessoa ficou com cara de cu pra mim e só repetia que “ah, não foi nada”, “ah, a direção já resolveu”, “ah, não tem mais nenhum problema”. Só que no final do ano, a carta de demissão dela estava pronta, claro. Só faltava ser assinada e entregue. Porque foi uma loucura o quanto se teve de reclamação de pais e alunos no período de 2 bimestres. Surreal. Um novo recorde, quase. Conversei com a coordenadora, pedi que ela intercedesse que ela ia aprender, que ela ia melhorar... blá-blá-blá... A coordenadora intercedeu, porque gostava dela e ela ficou.

E veio esse ano. E, cara, a Pessoa não aprendeu. E ainda tinha o péssimo hábito de faltar por qualquer coisa – dor de cabeça, cólica, dor de garganta, falta de sexo, TPM – tudo era motivo.  E daí começou a chegar atrasada. 20 minutos, 10 minutos... Ou então, chegava no horário na portaria e ia pro refeitório pegar café... E se atrasava pra entrar em sala.

Até os inspetores começaram a sacanear: ela não chegava na hora? Dispensavam os alunos e trancavam a sala. E ela tinha que encarar a coordenação. E mais uma vez a coordenadora pediu que eu conversasse com ela...

E o que aconteceu? No blog dela, O POLITICAMENTE CORRETO, ela me escrachou. Algo do tipo “você só quer me fuder”. E eu só pensei “como se você precisasse de ajuda pra isso, né não?”. Depois disso não falei mais nada. Nem uma palavra, nem um conselho. Mandei um “Se fode aí” mental e nem a voz dela queria escutar porque me irritava. Na época pensei realmente que eu era a problemática e considerei sair.

Só que daí eu me lembrei de quando ela começou a dançar durante o Hino Nacional (porque estava num ritmo diferente, de samba) enquanto o Diretor dava esporro nos alunos por causa da bagunça e olhou pra ela com cara de “Que porra é essa?” e ela não se tocou nem um pouco da merda que estava fazendo e me dei conta que não, a desequilibrada e não adequada não era eu.

E as merdas dela continuavam. Pessoa era um trem sem freio na sua teimosia, ignorância e altivez – porque sim, ela achava que não havia ninguém melhor do que ela e que já havia aprendido a missa de cor e salteado.

Os atrasos continuavam frequentes, os embates com os alunos, também. E daí, mais uma vez, a coordenadora veio pedir que eu falasse com ela. E eu disse que não, que não o faria. E contei o que havia acontecido, que ela achava que eu falava as coisas de maldade, que eu só era negativista... e sabe o que a coordenadora me disse?? Que sim, que Pessoa já havia ido reclamar de mim! Presta bastante atenção: o ser que só faz merda, o ser que eu levei pra porra do colégio, vai lá na coordenação fazer queixa de mim.

Filha da puta, desgraçada, segundo “se fode aí” que leva da minha pessoa.

Mas... pode não parecer, mas eu tenho bom coração. Sou um anjo. Porque no 2º semestre eu queria diminuir a minha carga horária... E mandei um mail pra coordenação e disse “passa as minhas turmas pra Pessoa”.

Só que olha a surpresa no 2º semestre: a coordenadora que protegia o Demônio da Tâsmania pediu pra sair do colégio. A reunião de volta foi ela se despedindo. Daí que como eu não fazia mais o papel de garoto de recado, a coordenadora pediu que outro professor avisasse a Pessoa pra tomar cuidado com os seus passos.

Pessoa não durou 1 semana depois disso. Na 6ª feira seguinte foi demitida. E ela, ser esperto, inteligente, resolvido e culto foi falar com quem? Não, não comigo. Nem estava mais lá quando o fato aconteceu. Com os alunos, claro. Pois é! A pessoa vai chorar as mágoas com os alunos. Porra, leva na cara, na cabeça, toma rasteira e não aprende! Os mesmo que a fuderam é com quem ela vai se lamentar...

E o que eles fiezeram? Meteram logo no Facebook. Foi assim que eu fiquei sabendo. Realmente tomei um susto. Porque ninguém é demitido em agosto. Primeiro, porque é lei. O colégio tem que pagar uma puta multa se fizer isso (e eu nem sei se pessoa sabia que tinha direito a essa multa...). E segundo porque ela foi demitida sem ninguém pra colocar no lugar. Ligaram o foda-se pra essa parte porque ninguém mais aguentava a loucura da mulher no colégio.

O caso é que eu vi no FB e fui falar com o ser no MSN. Daí que me vem e diz “ah, você já sabe”. E eu expliquei que haviam colocado no FB.

E ela foi lá ver. Ok. Entendo que mulher é bicho curioso. Entendo que eu falei que estava lá, mas o ser não pode me culpar de tê-lo mandado ir ver. Foi porque quis. E os alunos, que a amavam, estavam esculachando mesmo, pegando pesado. Sabe por que pararam? Porque eu escrevi e dei um basta. Eu coloquei lá que ela estava tentando fazer o melhor e não era justo o que eles estavam fazendo. EU.ESCREVI.ISSO.

E o que ela fez?
Um post gigante me chamando de escrota (esse foi o tratamento mais meigo) e outras coisas. E eu só pensava: FILHA.DA.PUTA.MALUCA. Doida, ensandecida. A visão da Pessoa continua a mesma, acreditando que só o ensino público tem jeito. Ela só não levou em consideração que o colégio de onde havia sido demitida é quase uma extensão do público, porque a maioria dos alunos era bolsista de escolas públicas.

Ah. Que lindo foi o mail que recebi depois. Porque ela mandou um mail para todos do colégio, agradecendo, falando, se fazendo de A SANTA INCOMPREENDIDA... E a primeira pessoa a ser agradecida era... EU. A pessoa desgraçada sem rumo certo agradecia a mim por tê-la levado para o colégio.

Filha da Puta duas vezes!

Primeiro, por ser absurdamente falsa, por se fazer de boa moça quando na verdade achava que eu era a causadora de todas as suas dores. Segundo por lembrar aos que já haviam esquecido que ela tinha entrado no colégio por meu intermédio. Porque né, depois eu escutei (e muito) “ah, ela era sua amiga, então não dava pra falar...”.  Ainda bem que sempre consegui deixar bem claro que era minha conhecida e eu que eu não tinha a menor ideia de que ela precisava tomar remédio tarja preta para conviver em sociedade.

Depois ainda se teve a troca de alguns e-mails e eu terminei só desejando que ela tenha aprendido alguma coisa da experiência porque se ela continuar com o hábito de tacar coisas em alunos em colégios públicos vai sair de dentro de um deles num rabecão. Não sei se aprendeu. Porque pelos últimos posts dela no blog (sim, eu leio, sim, eu sou Stalker), ela tá cada vez mais achando que a certa é ela e o mundo INTEIRO é que é o ERRADO. Porra, isso é demais até para a minha cabeça.

O caso é que depois que ela saiu é que as histórias aparecem mesmo. Tipo, ela não seguia o conselho de ninguém mesmo. Professores que cansaram de tentar ajudá-la usaram dois adjetivos que a definem muito bem: “teimosa” e “imatura”. Só que, porra, depois dos 30 você não tem mais esse direito. Ou você aprende ou você aprende. Mas parece que o ser não quer mesmo isso. Então, pela terceira vez, se fode aí, com seus bichos e sua mania de perseguição.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Férias, finalmente!!! =D


No período de 25/12 a 28/01 estarei ali, do outro lado do oceano, aproveitando as férias da minha vida. Então os posts que já foram escassos nos últimos tempos por causa da loucura da minha vida no final do semestres poderão ser ainda mais escassos (ou não ... vou vir aqui só pra contar como estão as coisas e fazer inveja pra vocês, que estão derretendo nesse calor infernal!!! Hehehe)

Enfim.
Vou contar as histórias que ficaram para trás e deixá-las preparadinhas aqui. Daí quem quiser vai lendo o meu blog-diarinho, né. =)
Os posts estão programados porque, né, a pessoa aqui quando se empolga a escrever é uma coisa de louco... então, divirtam-se enquanto eu dou um pulinho ali em Florença, viu, crianças...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Demissão

Depois de 2 anos fui demitida. 
Ano passado estranhei, não saí de lugar algum. Esse ano me segurei pra não sair - mas ia sair em fevereiro, porque né, trabalhar 2ª feira de manhã é coisa de pobre - mas daí Deus é bom pra mim e fez com que tudo acontecesse como deveria ser. 

As pessoas pensam que sou pessimista. Mas nada disso. Eu tenho um radar, digamos assim. Eu sinto o que vai acontecer - e, claro, junte ao fato da pessoa aqui ter pedido redução de carga horária e ter dado o motivo... Tipo, deve ter ferido os brios de alguém eu ter preterido o colégio em questão por outro projeto... Vai entender... Ou não, né? Vai que eu fiz alguma merda muito grande que me passou despercebida. Você não imagina como podemos pensar que estamos fazendo tudo certo e estamos fazendo tudo muito, mas muito errado...

Com quem eu falei sobre o caso tomou um susto. Porque, aparentemente, não há problemas. E se há, continuarei sem sabê-lo. Porque é suuuuperrr divertido esses colégios absurdamente éticos onde o diretor manda o garoto de recado do DP fazer o serviço sujo porque ele sempre "teve que sair às pressas". Sei. 

Acho que, no momento, é isso que chateia. Porque você vai lá, participa, dá a sua opinião, a pessoa te vê diariamente, a pessoa passa por você 48 horas antes e tem a desfaçatez de mandar outra pessoa entrar em contato e te demitir. Seja homem, meu rapaz.

Bem, semana que vem estarei curando a depressão causada por este fato. 
Vocês vão ver o quanto estou deprimida... 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

2011

Está quase lá... E esses últimos dias eu vou fazer um relatório com alguns causos que me ocorreram e eu acabei não explicando muito bem...

1) A mudança de endereço do blog

2) Por que eu nunca mais indico ninguém para trabalho algum
3) Planos e Projetos
4) Como eu sobrevivi a 2011
5) Os Mais Filhos da Puta de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Se eu tenho o que falar?

Bah, se tenho!

Mas há alguns empecilhos:

1º) Se eu contar sobre o meu pc e os poltergeists que habitam nele (até o técnico chegou a essa conclusão. Sério), sobre o meu pára-brisa que tomou uma pedrada com 1 pedrinha de 2mm e se rachou todinho (tá, estava na BR040 a 160km/h, mas isso é detalhe, visto que dormia nas aulas de física. Beijo), sobre os malucos que fazem as coisas mesmo eu dizendo que não quero e depois dão chilique comigo e sobre chefes bipolares que me ligam aos berros porque não tinham mais ninguém por perto pra berrar, vocês vão dizer "Nossa, garota, como você reclama!". Então, não conto. 

2º) Há coisas bem legais por acontecerem, maaaassss eu prefiro contar quando elas realmente acontecerem e deixar todo mundo morrendo de invejaaaaa.... hahaha... Já separei o sal grosso, montei meu patuá, acendi a vela pro meu anjo da guarda e mandei rezar missa tudo pra garantir... hehehe... 

=) 

Final do ano ainda não conseguiu acabar comigo e a semana que vem é a última e mais pesada. Vamos ver no que vai dar!!! 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Resumo da VIDA:

PUTAQUEPARIU

Quanto mais eu rezo, mais filhos da puta me aparecem pela frente.

Sério.
Eu tenho relevar, eu tento não me estressar, eu tento TUDO.
Mas daí alguém me fode, alguém faz o meu equilíbrio perfeito descer ladeira abaixo e minha harmonia interior não tem Feng Shui ou caralho a quatro que dê jeito.

Quem me conhece sabe que todos os estresses que eu possa ter, todas as crises de choro de ódio nas quais eu me descabele, todos os medicamentos intravenosos que eu tome por causa de estresse hoje, amanhã vão virar piada, post, comentário no FB, rapidinha no TWITTER.

Só que no momento, no momento, C-A-R-A-L-H-O eu queria só mandar alguém no mundo real ir TOMAR NO CU, tomar bonito e redondo, sem dó, sem piedade e sem vaselina!

E é isso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Novo ano...


... aos 33 Jesus na cruz
E eu?
O que faço com esses números?

Cheguei aos 33 bem melhor do que estava quando tinha 23 e absurdamente diferente do que pensava que seria quando tinha somente 13.

E só posso dizer: Que bom!

Porque soube aproveitar o que me veio com os erros, com as dores, com os dissabores.

Deve ser muito ruim quem envelhece mas não melhora, não se aprimora, não cresce, simplesmente porque não consegue assumir que erra, que sofre, que é infeliz.

Os problemas não são simplesmente "coisas ruins" ou "mandadas pelos inimigos". Os obstáculos são a nossa chance de amadurecer e tirar ensinamentos.

Então, que me venham 33 mais e eu possa aprender e crescer sempre.

Porém que eu nunca me esqueça da menina que fui aos 13, a jovem que fui ao 23 e a mulher que me tornei aos 33... Porque muito mais do que planos futuros, somos a história que deixamos no passado...

=)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Daí que ...

... eu fudi o meu ombro. Acho que já contei isso aqui. Ou sei lá onde. Enfim. Ferrei o pobrezinho e ao que tudo indica foi por causa do pc mesmo. Ou então porque carrego o mundo nas costas, vai saber.

Bem, o caso é que tive que me render ao Pilates. Vamos ver no que dá. Porque tudo que é ligado ao físico costumo deixar de lado. Ai, quem quero enganar? Costumo deixar de lado tudo que me cansa... O que significa que já deixei o mundo de lado. Pois é.

É que eu não tenho muita paciência e a minha atenção é a mesma que de uma criança que sofra de TDA sem acompanhamento médico. Por aí o naipe da moça aqui.

E a mana foi lá pra casa dela e não, ainda não falei com ela. Estou me fazendo de durona, sabe como é. E alguém me perguntou "ué, mas você já não casou?".Casei. Por interesses escusos. Alguns deram certos e outros ainda estão no processo. Por isso tenho 2 casas mas não tenho a minha casa (graças a Deus, porque não nasci pra Amélia mesmooooo).

É longa, é complicada, é cansativa. Um dia eu conto sobre essa a minha vida nômade. 

E então estamos em final de semestre (e isso agrava - e muito - qualquer problema de saúde que eu tenha. Porque sim, eu sei que tudo está ligado ao maldito do estresse). E, porra, aluno tá ferrado, aluno tá com a corda no pescoço em ESPANHOL (presta atenção! É espanhol e o infeliz ainda não conseguiu passar!) e ele faz o que durante as aulas? Twitta. Entra no Facebook. Conversa com o amiguinho que tá mais fudido que ele. Faz festa na sala. Copiar a matéria que é bom, necas. Daí eu peço, eu falo, eu finjo que me estresso. Mas nem. Porque eu tenho que ir lá, né. Eu tenho que mostrar o meu serviço. E uma prova mais ou uma prova a menos, a essa altura do campeonato, não me faz muita diferença. Pra ele faz.Pois é. Eu já tentei argumentar isso. Mas a resposta é sempre "ah, espanhol é chato. É fácil. Eu vou passar". Então tá. Me explica como é que se passa com a média que certos seres estão que quem sabe me convenço. 

Olha, na minha época não era assim. Sério. Pode parecer papo de tia velha mas não é. Alguma coisa está muito errada na Ordem Mundial. Ainda não sei muito bem o que é. E não tô muito afim de descobrir isso agora. Fica pra posteriori. Mas vale a pena entender o que são esses adolescentes se fudendo e achando graça... 

Bem, coloquei wireless na torre. Não, não tem nenhum motivo profissional. Ou tem. Conto e você decide:

Coloquei wireless pra passar os arquivos do note para o pc e do pc para o note sem precisar de pendrive - o faço via mail. De um mail meu para outro mail meu e ainda coloco recadinhos para mim e me mando beijos e se cuida.

Tenho algumas opções para esse processo:

(a) Enxaqueca endoideceu de vez.
(b) Enxaqueca sofre de carência virtual, por isso se manda mails.
(c) Enxaqueca é totalmente desorganizada com os seus arquivos - e com a sua vida.
(d) Enxaqueca é o cúmulo de preguiça e ainda estreou uma nova classe de preguiça - a virtual
(e) Todas as opções anteriores.


Então, escolhe aê, Zuzu... 


terça-feira, 8 de novembro de 2011

~Tenso~

O momento atual.
Então, é final de ano.

E o meu mundo surta ainda mais nessa época. E tem o lance do vodu, né.

Pois é
Voduzaram o meu braço e eu não consigo ficar muito tempo digitando. Então, além do blog desatualizado tem as provas não entregues, as provas não corrigidas, as notas não passadas pro sistema... Enfim.

Torça por mim, Zuzu, que eu sobreviva... Porque dezembro promete! =S



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sina

Eu nasci pra ser princesa.
Tenho absoluta certeza disto, visto por todos os sinais que me cercam - minha pele e cabelo são maravilhosos, sou espontânea, amiga, divertida e sei me portar a mesa muito antes que qualquer um aprenderia a usar talheres.

Também odeio calor e fica no meio da plebe.

Então, me digam...

O que foi que deu errado, hein?

domingo, 30 de outubro de 2011

Domingos me deprimem

Ok, muita coisa me deprime, essa é a verdade e eu a assumo.

Mas domingos...
Caramba, se um dia eu me matar será num domingo.

Pior é que todo ano eu me prometo: não vou mais trabalhar às segundas. Que eu não trabalhe mais às segundas de manhã apenas - porque terei tempo de me curar do bode que se instala aos domingos.

Mas sabe como é, né, Zuzu, a vida de uma viciada em sapatos... Faço as contas, pondero, considero e reconsidero... E os sapatos sempre ganham...

E daí eu fico aqui, né.

Todo domingo é presenteado com um mau humor que chega a ser físico.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mas... oi?

Daí que eu poderia falar sobre muitas coisas - sobre sempre posso, bem verdade - sobretudo sobre as pessoas escrotas, as atitudes escrotas e como eu tô absurdamente cansada de tanta escrotice.

Mas, né, deixa pra lá.

Tem também o meu Inferno Astral que começou com o gás total e que já me fez chorar esmurrando o volante, chorar ao telefone com o Consorte, chorar quando dei uma joelhada na mesa do pc, chorar debaixo do edredom e... 

Mas, né, deixa pra lá.

Poderia contar sobre o vodu que fizeram comigo e, como consequência eu te ir ido pro Pasteur que só tem de diferente da UPA o valor do plano de saúde... 

Só que não.
Não vou falar nada disso.

Porque o médico suuuuperrr zen me passou um suuuuuupeeerrrr Vicodin e tá tudo rodando.

Então eu vou lá, dormir um pouquinho pra ver se volto pro meu eixo.