Para alegrar a 6ª feira!
Hoje é o dia D! =)
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sexta-feira, 23 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Cartas que não enviarei (I)
Eu poderia começar sendo
muito criança e fazendo cobranças. Poderia e, sim, essa é a minha vontade e o
meu impulso. Mas me seguro e não o faço. Da mesma forma que não envio a quem
deveria o que tenho a dizer.
O caso é que sempre pensamos
que conhecemos aos demais – inclusive a nós mesmos. Que pueril engano. Eu não
conheço ninguém, nem mesmo a quem tanto chamei de amigo e de irmão.
Hoje as coisas perderam
o sentido, não há porque revisitá-las. Mas, né, eu tenho essa mania, essa coisa
de quase autoflagelação. De querer saber, de querer ver a verdade doa a quem
doer. Sempre fui assim. Já até levei na cara um “quem procura acha” quando tudo
o que eu queria era uma explicação.
Daí liguei o foda-se. E,
sim, continuei procurando. Porque quero saber, tenho direito de saber e
conhecer não somente a meus inimigos, mas, sobretudo, a meus amigos.
Só que nessa busca
descobri que a minha amizade era mais amizade do que a que vinha do outro lado.
Porque eu me entregava, porque eu era amiga e o outro lado... Ah, o outro lado
gostava de brincar de amizade. Até que a coisa ficou séria.
Quando ficou séria pro
seu lado, amigo, eu estive ali. Fiquei, apoiei e entendi. Lógico, amigos são
para isso. E você se levantou, superou e depois caiu mais uma vez. E eu apoiei.
Talvez tenha ido um pouco além e sim, tenha sido infantil em um modo estranho
de demonstrar a minha amizade, mas nunca o fiz por mal. Na verdade, nem falei
ou fiz algo do que me envergonhe. Mostrei amizade a quem me interessava e não a
quem havia chegado no meio da festa botando banca.
Só que há pessoas que
gostam de cair e cair no mesmo erro, não é? Escolha sua, então que você siga. O
problema é que a Escolha, quem chegou depois, te convenceu que eu é que não
prestava, que eu que é deveria ser deixada de lado. Você nunca chegou para me
dizer tais considerações ou, quem sabe, querer saber a minha versão. Que tipo
de amizade é essa que você cultivava, então?
E daí foi a minha vez.
Porque em alguns momentos o chão não é o limite como se pensa. Pois é. E o
outro lado não estava disponível. Melhor, estava. Mas você ficou disponível
para o inimigo e não para mim. Eu fui considerada a errada, a vilã da
história. E tudo o que eu precisava no
momento era apoio seu e eu não o tive.
E os caminhos se
separam. Porque eu não sou lá muito de chamar qualquer um de amigo. Imagina a
que nível, então, desce alguém que menospreza a minha amizade.
Só que você se fez de
vítima, que eu havia sumido sem explicação, eu que havia deixado de te
procurar. Que coisa feia, caro amigo. Não se faça de vítima. Assuma a sua
postura. Não, não estou dizendo para que você diga “preferi o outro lado porque
me identifiquei com a história” ou então “ela não apoiou que eu vivesse o
grande amor das minhas vidas”, porque poderia dar brecha para novas lamurias,
novas lamentações. Simplesmente diga que tomamos caminhos diferentes.
E daí que hoje, mais uma
vez, seguindo aquele meu hábito de procurar o que não me interessa, vejo que
foi isso mesmo. Digo, foram as duas coisas – as desculpas que eu te disse para
não dar e a desculpa oficial – que aconteceram. Tomamos rumos diferentes, por
termos opiniões diferentes. Não sei se eu cresci e passei a ver o mundo com
outras cores. Não sei se você se fechou no seu mundinho e transformou o
faz-de-conta em realidade. De verdade, eu não sei. E, olha que coisa mais
interessante, não me interessa.
Dizem que ninguém é
insubstituível. Tenho minhas dúvidas quanto a isso, depois de tantas “quebrações”
de cara e portas fechadas. Todos somos substituíveis. Alguns mais rapidamente,
outros com um pouco mais de tempo. E o que fica é a nostalgia – aquela coisa que
distorce o passado e reescreve a história, como se tudo tivesse sido flores.
Não foram, caro amigo. Sabemos disso e devemos assumir isso.
Pois que o seja.
Hoje, mais uma vez sem
procurar e achando, vi que nossas verdades nos afastaram. Talvez um dia nos
encontremos. Mas não seremos mais os mesmos que há tanto fomos.
Talvez nos
cumprimentemos, por educação.
Ou não, por
ressentimento.
E a vida segue.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Planos? Que planos?
Planos e Projetos
Não, eu não
tenho planos nem projetos para 2012. Acho que meu único plano é não ser
demitida de lugar algum nesse ano que se inicia.
Ah, sim.
Organizar meu
quarto, meus papéis, minha VIDA, também é algo interessante.
Ai, mas só de
pensar já me dá uma preguiçaaaaa....
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Aptidão social (?)
Eu sou uma pessoa divertida. Sei conversar. Conheço o mundo que me cerca. Consigo falar sobre qualquer coisa - quando não domino o tema, passo a ser repórter e meu interlocutor se sente o máximo, porque o olho como se fosse a pessoa mais inteligente do mundo e fico super interessada em suas explicações.
Não sou monotemática. Odeio pessoas que só falam sobre um assunto. E, cara, o que tem de gente que não sabe falar mais do que si mesmo, seus problemas, sua vida, suas opiniões.... Nossa...
Tento não me mostrar superior, sobretudo quando tenho razão - e eu sempre tenho razão, lógico. hehe.
O problema, ah o problema...
É que eu sei ser isso tudo que disse aí em cima. Mas, né, o mundo me cansa... E eu não quero ser assim na maior parte do tempo.
Sério.
A humanidade me cansa.
E daí você diz: "Mas, putz, você é professora, garota maluca! Você tem que ser tudo isso aí de cima o tempo todo!"
Pois é.
Por salário eu consigo ser quase que o tempo todo. Mas quem me conhece já ri, porque sabe o esforço que tô fazendo para não mandar alguns irem praquele lugar.
E daí eu vejo as mulheres da minha família.
São super sociáveis.
São super festeiras.
São super faladoras - sobretudo pelo telefone.
Enquanto eu, a ovelha negra da família...
Odeio ter que me relacionar com pessoas.
Detesto festas.
Não suporto bater-papo pelo telefone.
Então, acho que me falta essa habilidade, essa coisa de querer jogar conversa fora simplesmente pelo prazer do ato. De ir para uma festa e não ficar pensando antes de chegar "putz, que saco, vou ter quer rir pros outros por mais de 3 horas" {quando eu fico mais de 3 horas...}
Entendam, não é que eu não queira ninguém perto de mim, não é que eu tenha aversão a pessoas. Não, eu não sou tão Sheldon assim... Mas certas convenções sociais são absurdamente dispensáveis ao meu ver.
Dar beijinho em todo mundo quando chega.
Ter de se despedir de todo mundo quando se vai.
Oferecer algo que está comendo por educação.
Cara.
Odeio que me toquem, odeio ter que beijar todo mundo. Como explicar isso para um bando de beijoqueiros que já chegam falando "cadê meu beijo?". No cu da velha é onde está teu beijo! Sai pra lá com esse bafo!
E ter que oferecer por educação?
Não, eu não ofereço. É meu. Quer também? Vai comprar!
Mas isso não significa que eu não ofereço as coisas. Também não é assim. Então, se um dia eu te oferecer algo, pode aceitar porque é de coração e não por educação.
E aí está o cerne da questão - só faço as coisas quando é de coração.
Se você me chamou pra sua festa e eu fui, saiba que fui de coração e não forçada por alguma convenção.
Se eu cheguei e te dei mais que um beijo, te dei um abraço, é porque eu quis e não foi simplesmente para fazer fita pra quem está em volta e assim parecer A Simpática para a sociedade .
E se um dia eu te falar "vou comemorar meu aniversário em tal lugar e quero que você vá" é porque eu fiquei com vontade de fazê-lo, não estou fazendo para fingir que sou feliz, que tenho amigos e preciso mostrar pra todo mundo no FB que sou amada.
Não, eu não acho que todo mundo faz isso simplesmente para fingir o que não é. Não, esse não é ponto nem o motivo desse post gigante.
O que eu queria era que as pessoas aceitassem que eu sou diferente, que eu não gosto de muvuca, que eu não preciso ter 10 amigos a minha volta, que eu não preciso de festas, visitas e noitadas para ficar bem. Eu não sou assim. Simplesmente, não sou assim.
Como faz para que as pessoas me respeitem, me deixem quieta no meu canto e não queiram forçar goela a baixo Convenções Sociais que me irritam ao extremo?
Alguém conseguiria me dar uma fórmula mágica?
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Resumo da VIDA:
PUTAQUEPARIU
Quanto mais eu rezo, mais filhos da puta me aparecem pela frente.
Sério.
Eu tenho relevar, eu tento não me estressar, eu tento TUDO.
Mas daí alguém me fode, alguém faz o meu equilíbrio perfeito descer ladeira abaixo e minha harmonia interior não tem Feng Shui ou caralho a quatro que dê jeito.
Quem me conhece sabe que todos os estresses que eu possa ter, todas as crises de choro de ódio nas quais eu me descabele, todos os medicamentos intravenosos que eu tome por causa de estresse hoje, amanhã vão virar piada, post, comentário no FB, rapidinha no TWITTER.
Só que no momento, no momento, C-A-R-A-L-H-O eu queria só mandar alguém no mundo real ir TOMAR NO CU, tomar bonito e redondo, sem dó, sem piedade e sem vaselina!
E é isso.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Música...
... do dia?
Não, eu não diria isso.
Só uma música, que me apareceu do nada, e que veio...
Não, eu não diria isso.
Só uma música, que me apareceu do nada, e que veio...
De outros carnavais, com outras fantasias
Parecia que era minha aquela solidão
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Mini-Fazenda
Se lembra daquele lugar de nome estranho, onde todo mundo queria entrar mas onde só se entrava com convite?
Todo mundo adorava acompanhar a vida alheia, fazer intrigas e fingir que era popular. E nem me venha dizer que você não era assim, Cara Pálida, porque eu te conheço de outros carnavais!
Então, aquele era o Fabuloso Mundo Encantado do Orkut.
E daí começaram aqueles joguinhos, lembra? O primeiro foi não sei o quê Fazenda. Não era a Mini não, era outra.
Daí que eu tinha, né.
Todo mundo tinha e eu tinha também.
Tive a Fazenda e depois o Café.
Ai, que inveja da época que eu tinha tempo pra isso...
Mas vamos deixar bem claro que eu sou uma pessoa estranha e que, sim, eu sei disso. E gosto dessa minha característica, reconheço. Ser o que os outros esperam e acham que conhecem nunca fez parte do meu repertório (mesmo que tenha gente que acha que me conhece muitoooo bem... Desculpe-me, meu caro, mas vou muito além da sua mediocridade e não é porque você fica lendo parte da minha história vai saber de todo o meu enredo...)
O caso é que... Eu cansei. Simplesmente um dia eu cansei e larguei mão daquilo tudo. Consorte não entendeu nada, mas ele já aprendeu que certas coisas não se entendem, simplesmente se aceitam.
Mas sabe, aquela porra é viciante. Achava que era coisa de criança e que ninguém mais jogava aquele trem... Até que a minha sogra pediu que eu a explicasse. Cara, a única coisa que eu sabia daquilo era colher as frutinhas e plantar as plantinhas e pra mim estava muito bom, obrigada!
Foi isso que eu expliquei. E ela começou a jogar com isso em mente... E por volta de um mês depois de abrir a sua fazendinha, veio depois me contar que se precisava de vizinhos, e que tem que fazer não sei o quê, ajudar não sei onde... E eu tava lá, com a minha fazenda morrendo, um cachorro que acho que morreu de fome e umas alfaces murchas... E ela viciada, viciadíssima, sem saber o que fazer para ter mais coisas na fazenda...
E eu, como boa nora, dei a minha fazenda para ela. E agora, quando entro no meu orkut, descubro que tenho um latifúndio! Sério. Porque além dela, minha cunhada joga também. E agora eu tenho até um cavalo. Fala sério! Quem é que colhe alfaces em cima de um cavalo? Eu, ao que tudo indica. Ah, sim. E tenho vááááários amigos que... não tenho a menor ideia de quem são ou de onde saíram! Eu liberei, claro, que ela poderia ter mais amigos pra ter vizinhos e pra conseguir mais coisas (não me perguntem a relação, por favor).
Pois um dia desses ela veio me dar uma aula - isso, uma A.U.L.A - de como se faz e para que serve cada coisa na fazenda. Eu tenho até máquinas que fazem tortas ou algo assim.
E eu com essa cara O.o, fingindo que entendo tudo, quando, na verdade, eu só quero é dormir mesmo.
E fiquei analisando a minha vida e me dei conta disso: gosto muito de alguma coisa, gosto mesmo. E daí fico com aquela coisa na mira direto. Como quando a gente gosta de uma música, sabe? A gente escuta, escuta e escuta até que ... enjoa.
Então.
Tudo na minha vida é mais ou menos assim. Vou ao ápice e, de repente, enjoo. Deixo de lado, deleto, canso.
Sei lá, acho que me falta... paixão. Aquela coisa que as pessoas dizem que move a vida delas. Eu não sei muito bem o que é que move a minha vida. Eu, simplesmente, vou.
Não tenho paixões. Ao que tudo indica o que costumo ter são obsessões. E, de repente, eu me curo delas. Ou me canso delas. Resumindo, Eu... sigo. Entendeu?
Por vezes revisito.
Releio.
Vejo mais uma vez.
Só para me perguntar: "caramba, como posso ter me dedicado tanto a I.S.S.O?
Não sei se sou perfeccionista.
Não sei se sou incansável.
Não sei se quero sempre mais que antes.
Só sei que ainda há algo que não se encaixa aqui, ainda há algo que me diz que falta, ainda falta, ainda não está completo, ainda tenho que fazer algo que não fiz, ver algo que não vi. E esse sentimento, que tem gente que deve achar que é a mola propulsora de tudo, é que me atormenta. Porque eu nunca estou a contento.
E essa falta de contentamento faz com que nada me seja suficiente, que nada me faça pensar "agora tô OK".
A sensação que tenho é que a minha vida sempre vai começar depois da próxima curva, depois da próxima revelação, quem sabe, no próximo ano.
E eu sempre quero o que vem depois, o próximo, o que ainda não alcanço, o que, talvez, nunca possa ter.
E, sei lá, acho que tudo me seria muito mais fácil se me contentasse com jogar a Mini-Fazenda no final das minhas noites e vivesse na mediocridade que tem gente que chama de felicidade.
Daí que eu cansei do Orkut.
E agora tô no FB.
Como todo mundo, né, porque aquilo lá abrasileirou...
Tenho mais de 600 amigos no FB.
Como uma pessoa tão antissocial pode ter tantos amigos, hein?
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Palavras alheias...
"Em cada
escolha
arriscas a vida que
poderias ter;
em cada decisão,
perdê-la."
Richard Bach
" Aprende que
paciência requer muita prática."
Autor Desconhecido
A suprema felicidade
da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar
daquilo que você é.
Victor Hugo
Não tenho certeza de
nada, mas a visão das estrelas me faz sonhar.
Vincent Van Gogh
... que formam o meu momento.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Música do Dia!
Na verdade, Alanis poderia ser a trilha sonora da minha vida... Mas isso é assunto para outro post...
O caso é que esse videoclip se parece... a mim.
=)
Quem descobrir o porquê, ganha 1 doce...
hihihi
O caso é que esse videoclip se parece... a mim.
=)
Quem descobrir o porquê, ganha 1 doce...
hihihi
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O cúmulo do ridículo.
É ter gente que acha que quem conheceu há 5 minutos é sincero só porque fala o que se quer ouvir. Gente, acorda, viu? Pra agradar - sobretudo alguém que você talvez, nunca mais encontre - se é capaz das mais escabrosas e escandalosas mentiras.
Mas...
O Reino do Faz de Conta onde o errado é sempre os outros é bem mais atrativo, né não?
Música do Dia!
Olha, na verdade, a música que tinha entrado na minha cabeça e não queria sair por nada desse mundo era MYLLA, do Netinho.... mas eu me recurso a crer que aquilo era a música do dia... E , não, não era... =D Porque depois veio essa ... E veio para ficar...
Nem sou muito fã das músicas do Legião quando são cantandas - porque as prefiro como poesias, aí sim, imbatíveis... Mas essa tem um quê especial...
=)
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
terça-feira, 5 de julho de 2011
Dom
Tem pessoa que não percebe, que gosta do mundinho que se criou e se acha abençoada por mediocridades que a cercam. Se contentam com pouco, pensam pequeno e fingem que o que tem, lhes basta. Talvez fingir não seja a palavra mais apropriada, porque, por vezes, essas pessoas acreditam de coração que o sub-emprego, o sub-estudo, a sub-vida, a sub-felicidade, é o que há de melhor na vida e que nunca serão além disso.
Mediocridade também é um Dom, Zuzu.
Se contentar com pouco, viver na sombra dos outros, não lutar pelos verdadeiros sonhos e parar na metade do caminho dizendo "ah, está bom", é um Dom. Não divino, mas o é.
Parece que a pessoa gosta desse papel de ridículo, de fingir essa felicidade plena quando não se tem nada a fazer, que o mediano lhe basta.
É dom.
Eu tenho defeitos.
Muitos.
Vários.
Incontáveis.
Inumeráveis.
Inconfessáveis.
Mas o me contentar com pouco, achar que a minha felicidade se esconde num subúrbio desse mundo e que o que me tenho no momento me basta e sempre me bastará não é um deles.
Mas, quer saber mesmo?
Estou cansada, muito cansada de tentar explicar a quem não merece que as coisas não são muito bem como ditam pela cartilha...
sábado, 2 de julho de 2011
Mas, oi? Você tem blog? Eu também.
Ser ridículo é o dom mais distribuído na face da terra. E eu ainda sinto Vergonha Alheia de certos blogs que vejo por aí... Tem gente que não se manca mesmo...
Daí eu perguntei pra mana porque a pessoa era daquele jeito e ela disse que era baixa auto-estima, problemas com os pais, falta de afirmação na carreira... Eu acho que ter feito faculdade na faculdade que fez e acabar como recepcionista contribui para o caso... Mas vai saber...
PS.: Não, eu não vou colocar o link aqui. Vai que a pobrecita descobre... Aí já viu, né?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Bom Coração
É algo que eu não tenho, simples assim.
Não vou ficar aqui floreando a verdade. Sou assim e ponto. Não fico colocando panos quentes, ou falando algo do tipo "ele fez melhor", "as coisas vão melhorar", "é o sonho da vida dele".
Foda-se tudo isso, porque nada disso é verdade. Não tem como ver o lado bom de certas cagadas. Não dá pra engolir a historinha do sonho, etc e tal nem pensar que a incompetência dele vai ser recompensada lá na frente.
Não, não vai.
Mas eu não ter um Bom Coração não significa que eu possa sair por aí dizendo verdades. Não, eu nunca posso dizer verdades. E isso me custa demais. Mas o mundo não aceita muito bem pessoas sinceras. Na verdade, o mundo quer que pessoas sinceras sejam apedrejadas em praça pública. Dane-se se ao chegar pro fulano e dizer que ele não está agradando vá tirá-lo da forca ou dizer que a outra lá está delirando demais nos planos.
Eu vejo e fico quieta agora. E ponto final. Deixa se fuder, deixa ficar no papel de vítima. O povo gosta desse dramalhão mexicano, o povo gosta dessa vida no cercado, repetindo os mesmos erros, caindo nos mesmos vícios.
Pois que seja.
Se fode aí, meu caro e eu rio daqui.
PS.: O post não era sobre isso. Ou talvez fosse. Mas digamos que não era assim que deveria ser escrito. Mas foi uma catarse. E, sobretudo, uma nota mental
Não vou ficar aqui floreando a verdade. Sou assim e ponto. Não fico colocando panos quentes, ou falando algo do tipo "ele fez melhor", "as coisas vão melhorar", "é o sonho da vida dele".
Foda-se tudo isso, porque nada disso é verdade. Não tem como ver o lado bom de certas cagadas. Não dá pra engolir a historinha do sonho, etc e tal nem pensar que a incompetência dele vai ser recompensada lá na frente.
Não, não vai.
Mas eu não ter um Bom Coração não significa que eu possa sair por aí dizendo verdades. Não, eu nunca posso dizer verdades. E isso me custa demais. Mas o mundo não aceita muito bem pessoas sinceras. Na verdade, o mundo quer que pessoas sinceras sejam apedrejadas em praça pública. Dane-se se ao chegar pro fulano e dizer que ele não está agradando vá tirá-lo da forca ou dizer que a outra lá está delirando demais nos planos.
Eu vejo e fico quieta agora. E ponto final. Deixa se fuder, deixa ficar no papel de vítima. O povo gosta desse dramalhão mexicano, o povo gosta dessa vida no cercado, repetindo os mesmos erros, caindo nos mesmos vícios.
Pois que seja.
Se fode aí, meu caro e eu rio daqui.
PS.: O post não era sobre isso. Ou talvez fosse. Mas digamos que não era assim que deveria ser escrito. Mas foi uma catarse. E, sobretudo, uma nota mental
sexta-feira, 27 de maio de 2011
#Euri
Porque, né, de certas coisas é só isso que a gente pode fazer.
Daí que chega um momento que a gente ri, mas não é mais achando graça e sim, pensando "caralho, já deu, será que não vão entender que o timing da piada já passou?"
Mas então.
Essa é a diferença entre pessoas legais e os chatos de plantão - os últimos não a tem a menor noção do que seria timing de qualquer coisa nesse mundo de meu deus e se mantém sempre nos mesmo assuntos, nas mesmas brincadeiras e nos mesmos comentários.
Pois é.
Meu desafio?
Reconhecer o timing de tudo nesse mundo de meudeus...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Então
Consorte já me disse que eu tenho a (péssima) mania de usar as coisas que as pessoas falam contra elas mesmas.
Mas nem é isso. O caso é que eu presto atenção. Parece que não presto, mas presto. E sei que também parece que tenho memória curta. Mas não. Para certas coisas, não.
Então, cuidado, muito cuidado, com o que você fala perto de mim porque tenho faro para: (1) Mentiras e lorotas; (2) Contradições (sobretudo as subliminares); (3) Ironias dissimuladas.
Coisas que passam, em geral, batida para o mundo, para mim são a entrega do ouro.
E se a gente junta a isso a minha curiosidade e a minha mania de querer saber tudo, inclusive o que ninguém quem contar, já viu no que dá, né?
Pois é.
Já cansaram de me dizer e eu tô começando a acreditar: eu seria uma ótima advogada. Porque o espírito investigativo eu já tenho.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Deprimi, desdeprimi, parei, pensei, escrevi e segui. Daí que veio outra onda, outra situação deprimi de novo, daí chorei, repensei, vi que era tempestade em copo d'água, comprei sapatos, comi japonês e vida que segue.
Lembrando sempre que tudo vale a pena se a alma não é pequena.
E o que tiver que ser, será.
=)
Lembrando sempre que tudo vale a pena se a alma não é pequena.
E o que tiver que ser, será.
=)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
De bater a porta
Porque há vezes que não estamos preparados mas isso não importa.
Simplesmente não importa.
E certas coisas simplesmente batem a nossa porta,
Caem em nosso colo e já está.
É isso, encare, viva, escolha.
E tente não se arrepender,
Tente não criar expectativas,
Tente não se imaginar num universo paralelo.
E eu só queria saber qual caminho tomar,
Como sair dessa encruzilhada,
Como fingir que ainda falta tanto,
Que ainda há muito tempo para sempre recomeçar.
Simplesmente não importa.
E certas coisas simplesmente batem a nossa porta,
Caem em nosso colo e já está.
É isso, encare, viva, escolha.
E tente não se arrepender,
Tente não criar expectativas,
Tente não se imaginar num universo paralelo.
E eu só queria saber qual caminho tomar,
Como sair dessa encruzilhada,
Como fingir que ainda falta tanto,
Que ainda há muito tempo para sempre recomeçar.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Da perfeição
Nota Inicial (mais interna do que para terceiros): Esse post não era para este blog. Mas acho que como sou todas, sou múltiplas, é de proveito mesclar-me por vezes.
Sempre pensamos que somos perfeitos. Sempre pensamos que fizemos o melhor que podíamos, que nos entregamos por inteiro e que só agimos para fazer o bem.
É porque somos uma raça fadada ao auto-engano. E como o pratico, meu Deus. Por quantas vezes me digo frases como "é só dessa vez", "essa é a última vez", "nunca mais faço isso de novo", "e só mais 5 minutinhos"? Auto-engano, puro e simples. Porque sei que nunca é apenas uma vez, tampouco vai ser a última vez, tenho certeza de que antes que o galo cante pela 3ª vez estou caindo no mesmo erro e meus 5 minutinhos se transformam em 1 hora numa facilidade impressionante.
Esta sou eu.
Por mais que queira ser perfeita, por mais que queira fazer as coisas no prazo, por mais que me convença que preciso ser organizada com tudo (de papéis a vida financeira), enquanto não deixar de ser uma ordem que me parece vir de terceiros e não deite raízes aqui dentro, continuarei sendo errada, por mais que me mime e diga que não, por mais que eu tente convencer a todos que o problema não sou eu, que sou a vítima da situação.
Não sou vítima. Posso ser produto, porque sempre somos produtos de várias coisas, porém, não posso usar isso como desculpa - erro que sempre repito.
Por que resolvi pensar nisso tudo, Cara Pálida?
Porque eu cansei de me fazer de vítima até para mim mesma. Meu Lado B não suporta mais o Lado A (por isso o B está aqui no A) e quer dar um basta nisso. Cansei de criar desculpas para frustrações - quando tais frustrações sequer deveriam existir, pois a vida vai muito bem obrigada. Mas não, eu busco alguma coisa, eu sempre quero reclamar de alguma coisa... Parece-me que não quero me dar o direito de ser feliz, de curtir o meu momento. Eu sempre, sempre e sempre me saboto. Quando algo está maravilhosamente bem, eu dou um jeito de estragar alguma coisa. E é isso que não quero mais, é disso que me cansei.
E daí que estou desde ontem me repetindo "Faz o seu e larga mão dos demais". E parece fácil. Todo mundo acha que é fácil. Eu acho que é fácil. Pois bem. Fácil é se fazer de vítima. Se fazer de superior, de pessoa blasé que não se importa, que não inveja, que não quer todos os louros e todas as glórias para si é que absurdamente difícil.
Eu ainda não estou com a crise de achar que não presto ou algo assim. Só ainda não consegui subliminar e parar de pensar "por que não eu?". OK. Lado A não consegue. Lado B me repete toda hora "agora não foi você, mas já foi você tantas vezes...". Pois bem. Eu no meu papel de vítima, que adora fazer mimimi pelo cantos não quero encarar como sendo assim. Quero dizer que o mundo é injusto, que era eu quem deveria se dar bem sempre e sempre.
Mas agora que escrevi, agora que virou história, agora que transcendeu a minha pessoa e de certa forma é público, começa a ser mais fácil. Porque, de certa forma, saiu de mim.
Então, depois que eu clicar lá embaixo no publicar postagem, depois que eu deixar o lado obscuro sob os holofotes, quando eu virar a personagem desse mundo que nem meu é de verdade, terei deixado partir, terei entendido o que deve ser feito, saberei que há ainda muita estrada pra percorrer, muitas curvas para dar e pronto, esse passo já foi.
E me sentirei perfeita, mais uma vez.
=)
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